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Maduro pede socorro à ONU

Ditador venezuelano pede uma intervenção internacional para frear os avanços dos Estados Unidos contra o narcotráfico latino-americano

facção Pesquisa Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgou, nesta sexta-feira, 29, o envio de uma carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. O texto aborda a preocupação do regime chavista com a “escalada de agressões” dos Estados Unidos.

Desde a última semana, navios de guerra norte-americanos se posicionam no sul do Caribe. “Não se pode permitir que, em pleno século 21, ressurjam políticas de força que coloquem em risco a paz e a segurança internacional”, escreveu Maduro em seu perfil oficial no Instagram.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou, em 27 de julho, não reconhecer Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Desde 2024, Washington afirma que o vencedor da última eleição presidencial na Venezuela foi o opositor Edmundo González Urrutia.

Rubio também classificou o ditador como o chefe do Cartel de Los Soles, uma facção de narcotraficantes. O anúncio veio no mesmo dia em que a Casa Branca subiu para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou à condenação de Maduro.

Os governos de Argentina, Paraguai, Equador, Guiana e Trinidad e Tobago manifestaram concordância com a designação do Cartel de Los Soles como organização terrorista. Entretanto, o presidente da Colômbia, o socialista Gustavo Petro, nega a existência da organização, que é denunciada pelos EUA desde os anos 1990.

Leia a íntegra da carta de Maduro à ONU

“Distinto Secretário-Geral, prezados amigos

Dirijo-me a Vossa Senhoria para expressar a mais profunda preocupação da República Bolivariana da Venezuela diante da escalada de agressões do Governo dos Estados Unidos da América contra o nosso país, as quais, nos últimos dias, atingiram um nível de ameaça sem precedentes para a paz e a segurança da América Latina e do Caribe.

Há anos, a Venezuela tem sido alvo de uma política sistemática de assédio por parte dos Estados Unidos, caracterizada por medidas coercitivas unilaterais, campanhas de difamação, deslegitimação de suas autoridades constitucionais e uso de mecanismos de lawfare para criminalizar instituições e líderes legítimos. Essa ofensiva política e jurídica tem sido acompanhada de uma retórica incendiária e de ameaças de uso da força que, de forma constante, buscam justificar uma intervenção estrangeira em nosso país.

Hoje, essa agressão avançou para um plano ainda mais perigoso: o deslocamento militar no Caribe de forças navais e aéreas dos Estados Unidos, incluindo destróieres e um cruzador lança-mísseis, bem como a presença de um submarino nuclear de ataque rápido. Trata-se da primeira vez em que um ativo dessa natureza é introduzido em nossa região, o que constitui uma gravíssima ameaça para a estabilidade hemisférica.

Excelência, essas ações configuram uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, em particular dos artigos 2.1 (igualdade soberana dos Estados), 2.3 (solução pacífica de controvérsias), 2.4 (proibição da ameaça ou uso da força) e 2.7 (não intervenção nos assuntos internos). Ao mesmo tempo, contrariam a letra e o espírito do Tratado de Tlatelolco, instrumento fundamental que estabelece a desnuclearização da América Latina e do Caribe e cujos Protocolos I e II também obrigam os Estados Unidos. Da mesma forma, desconsideram a Proclama da CELAC de 2014, que declarou nossa região como uma Zona de Paz.

A humanidade e esta Organização não podem permitir que, em pleno século XXI, ressurgam políticas de força que coloquem em risco a paz e a segurança internacionais. A Venezuela reitera seu compromisso com o direito internacional, a solução pacífica das controvérsias e o respeito à soberania dos povos.

Nesse sentido, solicito que Vossa Excelência, no marco das competências que lhe confere a Carta das Nações Unidas, assuma a defesa ativa de seus valores e princípios fundamentais, instando o Governo dos Estados Unidos da América a pôr fim a essas ações hostis e a respeitar plenamente a soberania, a integridade territorial e a independência política da República Bolivariana da Venezuela.

Renovo a Vossa Excelência as seguranças da minha mais alta estima e consideração.

Nicolás Maduro Moros”

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4 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    “Apesar de vc , amanhã há de ser outro dia, ainda pago pra ver este sol renascer, está tal euforia…”

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    FOGE canalhas! FUJAM…. pois esses tais milicianos bolivarianos vão fazer filas e filas COMO prisioneiros logo quando derem os primeiros bombas de efeito moral …e já tem uns de tocaia probtinhos para te pegar e receber os 50 mi….vai ser lindo ver a população liberta massacrando a guarda bolivariana de suas regioes e bairros…

  3. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    OLHA O TOMAHAWK AÍÍÍÍ´ ORTEGA DEVIA SER O PRÓXIMO DA FILA…..NOVE MILHÕES DE VENEZUELANOS ESTÁO EXILADOS POR CAUSA DA BOSTA DO CHAVISMO. DESTRUIRAM A ECONOMIA DO PAÍS QUE TEM A SEGUNDA MAIOR RESERVA DE PETRÓLEO DO MUNDO!

  4. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Já está com a mandioca lá na quele lugar… pode gritar que está sozinho !

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