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Maduro pressiona Forças Armadas por aumento do poderio militar da Venezuela

Ditador falou em desenvolvimento de sistema de defesa aérea e antiaérea com apoio de aliados

Nicolás Maduro disse que povo venezuelano é anti-imperialista | Foto: Reprodução/imprensa presidencial Venezuela
Nicolás Maduro disse que povo venezuelano é anti-imperialista | Foto: Reprodução/imprensa presidencial Venezuela

Em desfile pelo Dia da Independência, o ditador da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro ordenou que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) avance no desenvolvimento de sistemas de defesa aérea, antiaérea, de mísseis e antimísseis, com tecnologia própria e suporte de “países aliados”.

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“Temos que fortalecer nossos sistemas de defesa aérea e antiaérea (…) com tecnologia própria e com a ajuda de nossos grandes aliados e amigos do mundo”, declarou o chefe do regime chavista durante a cerimônia militar em Fuerte Tiuna, principal complexo das Forças Armadas em Caracas. As informações são da EFE.

Maduro também determinou que sejam desenvolvidos sistemas de drones e antidrones, destacando os resultados já alcançados “graças a nossos cientistas e engenheiros”. Tropas das três força (Marinha, Exército e Aeronáutica) participaram do evento, exibindo blindados, armamentos e aeronaves diante da cúpula chavista.

O ditador da Venezuela ainda afirmou: “Não nos metemos com ninguém, somos um país pacífico, nobre, mas que ninguém se meta com Venezuela ou morderá o polvo de uma terrível derrota por parte outra vez de este povo anti-imperialista”.

As Forças Armadas seguem alinhadas ao chavismo e mantêm laços estreitos com regimes como os da Rússia, China, Irã e Turquia. Nos últimos anos, a Venezuela adquiriu armamentos desses países, entre os quais caças Sukhoi e fuzis Kalashnikov.

Oposição reage à fala do ditador Maduro

Em paralelo, a oposição também se manifestou. A líder María Corina Machado divulgou um vídeo endereçado à FANB. Nele, ela cobra da cúpula militar e de seus familiares uma postura frente à crise institucional do país. Pediu que assumam sua “responsabilidade histórica”.

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Maria Corina afirmou que a escolha da data de 5 de julho para homenagear a FANB não é fortuita. “A instituição militar não só foi decisiva para alcançar a independência, mas sua razão de existir é sustentá-la para sempre”, afirmou. A opositora acrescentou: “Preparem-se e despertem, entendam que o que vem exige coragem, organização, visão e sentido de nação e futuro.”

Ela denunciou que a FANB foi deliberadamente enfraquecida ao longo dos últimos 25 anos por políticas do “regime autocrático” e por interferência de atores estrangeiros, como Cuba, Rússia, Irã e China, além de grupos armados como Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Hezbollah, considerado terrorista.

Segundo ela, esse processo ocorreu por quatro caminhos: a corrosão dos valores institucionais, o envolvimento com redes criminosas internacionais, o empobrecimento dos quadros militares e a criação de facções internas, como o Cartel de los Soles.

Ela relacionou a fragilização das instituições de defesa à instabilidade da região e acusou o regime de utilizar o narcotráfico como instrumento de desestabilização internacional. Também associou a política externa bolivariana a reações militares fora das fronteiras do país.

Em relação às eleições de 28 de julho de 2024, afirmou que os venezuelanos já escolheram um novo rumo, referindo-se à vitória de Edmundo González Urrutia. “A falta de ação por parte dos militares os convierte en cómplices de la violación constitucional.”

Em tom direto, afirmou: “Nossas armas, as da República, os venezuelanos as entregamos a vocês para que fizessem bom uso delas. Até agora, não o fizeram.” E concluiu ao convocar a FANB para protagonizar uma “nova independência definitiva” e reassumir, segundo ela, o papel de guardiã da soberania nacional.

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