Depois da audiência de custódia no tribunal federal de Manhattan, realizada nesta segunda-feira, 5, agentes federais levaram o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, de volta ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
A audiência durou cerca de meia hora e serviu para apresentar o preso ao juiz, formalizar a prisão, verificar a legalidade da detenção e decidir sobre a manutenção da custódia. Pela semelhança com o modelo brasileiro, a imprensa nacional a classificou como “audiência de custódia”.
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Maduro e Flores estão presos desde o último sábado, 3, quando militares dos Estados Unidos os capturaram em território venezuelano e os transferiram para Nova York.
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Maduro se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Cilia Flores também negou envolvimento nos crimes a ela atribuídos. O ex-ditador alega que as acusações seriam justificativas para interesses estrangeiros sobre as reservas de petróleo da Venezuela.
“Sou inocente”, disse Maduro por meio de um intérprete, antes de ser interrompido pelo juiz distrital dos EUA, Alvin K. Hellerstein. “Não sou culpado. Sou um homem decente e ainda sou presidente do meu país.”
A audiência desta segunda-feira marcou o início do processo formal contra o ex-ditador venezuelano na Justiça norte-americana.





Acusações e próximos passos
O juiz Alvin K. Hellerstein determinou que Maduro retorne ao tribunal para uma nova audiência em 17 de março.
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A acusação aponta que a atuação de Nicolás Maduro no tráfico começou em 2000, quando ingressou na Assembleia Nacional da Venezuela, e se estendeu até sua eleição à Presidência em 2013, depois da morte de Hugo Chávez.
Uma nova denúncia, divulgada no sábado incluiu Cilia Flores e outros nomes entre os corréus.
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A denúncia envolve Nicolás Ernesto Maduro, filho do ditador; o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello; o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, chefe da facção Tren de Aragua.
Para o governo norte-americano, o processo reforça a política do presidente Donald Trump de intensificar o combate ao narcotráfico e à imigração irregular. Se condenado, Maduro pode receber pena de 30 anos de prisão ou até prisão perpétua.
Os EUA não reconhecem Maduro como presidente legítimo, sob alegação de fraudes nas eleições de 2018.








































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