A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não chegou a tempo para a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, que ocorreu nesta quarta-feira, 10, em Oslo, capital da Noruega. Sua filha, Ana Corina Sosa Machado, a representou no evento.
A presença da opositora era incerta devido à proibição de viagem imposta pelo regime ditatorial de Nicolás Maduro, da Venezuela. Uma cadeira vazia simbolizou sua ausência no palco. Ao lado, um quadro exibiu a foto da política venezuelana.
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O Instituto Nobel Norueguês, porém, informou que María Corina, de 58 anos, está em segurança e ainda seguirá para a capital norueguesa.
Depois de receber o prêmio, Ana Corina discursou. “Em poucas horas, poderemos abraçá-la aqui em Oslo depois de 16 meses vivendo escondida”, disse. “Ela quer viver em uma Venezuela livre e nunca desistirá desse propósito.”
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Depois dessa fala inicial, Ana Corina leu o discurso preparado pela mãe. O texto dizia que sua geração “nasceu em uma democracia vibrante” e afirmou que a Venezuela, “contra todas as probabilidades, acordou”. O documento lembrava que María Corina foi impedida de concorrer à Presidência em julho de 2024, “em um duro golpe” da ditadura.
María Corina Machado vivia escondida
O paradeiro de María Corina permanece desconhecido. Ela não aparece em público desde janeiro. Dezenas de venezuelanos no exterior viajaram a Oslo na expectativa de vê-la. Mais cedo, porém, o comitê informou que ela está em segurança e que viajaria para a capital norueguesa.
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A cerimônia ocorreu na Prefeitura de Oslo, com a presença do rei Harald, da rainha Sonja e de quatro presidentes latino-americanos: Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador), José Raúl Mulino (Panamá) e Santiago Peña Palacios (Paraguai). Além deles, Corina Perez de Machado, mãe de María Corina, e Yolanda Renee King, neta de Martin Luther King Jr., também participaram.
O evento começou com a música Alma Llantera, interpretada pelo venezuelano Danny Ocean. Jorgen Watne Frydnes, presidente do comitê do Nobel da Paz, criticou os presos políticos na Venezuela e citou a migração em massa. “Os que ainda seguem vivem sob um regime que sistematicamente silencia, assedia e ataca a oposição”, disse. Além disso, ele pediu que Maduro “aceite o resultado” da eleição de 2024 e deixe o cargo.





































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