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Marine Le Pen acusa Macron de planejar 'golpe de Estado administrativo'

A líder do Reagrupamento Nacional diz que o presidente francês vai fazer ‘dezenas de nomeações' para limitar a liberdade do seu partido

Marine Le Pen garantiu que seu governo respeitará as regras constitucionais de convivência com o presidente Emmanuel Macron
Marine Le Pen é a principal líder da direita francesa | Foto: Reprodução/Twitter/X/@brasilemfuria

Marine Le Pen, líder do partido francês Reagrupamento Nacional (RN), acusou, nesta terça-feira, 2, o presidente Emmanuel Macron de planejar um “golpe de Estado administrativo”. 

Ela alega que o presidente francês fará dezenas de nomeações de última hora, para limitar a liberdade de ação de seu partido, caso chegue ao poder.

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Em entrevista à emissora de rádio France Inter, Marine Le Pen disse esperar que isso “seja apenas um rumor”. Além disso, observou que, na última reunião do conselho de ministros, na semana passada, “houve mais nomeações do que o normal”.

Ainda de acordo com a líder do RN, Macron planeja nomear o diretor-geral da Polícia da França, além de “dezenas de prefeitos”. “Para pessoas que dão lições de democracia ao mundo inteiro, acho isso surpreendente”, afirmou.

Candidatos do partido de Marine Le Pen venceram o primeiro turno das eleições legislativas na França

Os candidatos do partido RN venceram o primeiro turno das eleições legislativas, no último domingo, 30, com 33% dos votos. 

Para governar, o candidato a primeiro-ministro do RN, Jordan Bardella, estabeleceu como condição a obtenção de pelo menos 289 dos 577 deputados. Marine Le Pen concorda com ele. Ela disse que não faz sentido ir para o governo se não houver possibilidade de agir.

Ela garantiu que seu governo respeitará as regras constitucionais de convivência com o presidente Macron. Entretanto, Jordan Bardella vai dirigir a política francesa de acordo com os anseios da população.

Isso significa que algumas iniciativas de Macron no passado, como o envio de instrutores militares para a Ucrânia, não serão implantadas. “É o primeiro-ministro quem decide enviar tropas para o exterior”, disse a líder do RN.

Marine Le Pen afirmou que seu partido apoia a ajuda à Ucrânia contra a invasão russa, mas com limitações. 

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