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Coronavírus — Mundo, Mundo

Médico francês defende ampliar uso da cloroquina para a covid-19

No Lácio, região central da Itália, o uso do medicamento já foi ampliado

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Ao mesmo tempo em que aumentam os casos de coronavírus na França, o médico Christian Perronne defende o uso da hidroxicloroquina em pacientes em estágios mais iniciais da doença.

Em entrevista ao jornal Paris Match, o chefe do departamento de doenças infecciosas do Hospital Universitário Garches disse ser favorável a uma prescrição mais ampla do medicamento:

“Além dessas precauções, os efeitos indesejáveis ​​são menores. São ainda mais porque o tratamento é curto, como é o caso da covid-19. Seria, portanto, sensato produzir hidroxicloroquina em quantidades muito grandes sem mais demoras, para torná-lo facilmente acessível às pessoas infectadas, uma vez que sua eficácia tenha sido definitivamente comprovada. Caso contrário, será suficiente interromper a produção”, disse Christian Perronne.

O médico destaca que os efeitos indesejáveis da hidroxicloroquina (Plaquenil®) são menores, se houver algumas preocupações como: a necessidade de se proibir a automedicação, verificar em idosos que tomam muitos medicamentos se não há interações medicamentosas e se a taxa potássio no sangue está dentro da normal.

Segundo o jornal Corriere della Sera, no Lácio, região central da Itália, os médicos decidiram que o tratamento com hidroxicloroquina deve ser iniciado logo após o aparecimento dos primeiros sintomas, como febre e tosse.

“Para aqueles que deram resultados positivos e estão em isolamento em casa, antecipamos os tratamentos por alguns dias, iniciando-os com o aparecimento dos primeiros sintomas”, explicou Pierluigi Bartoletti, vice-secretário nacional da Federação Italiana de Clínicos Gerais.

O médico italiano afirma que o uso da droga está ajudando a impedir a superlotação dos hospitais.

O medicamento, normalmente usado como antimalárico e para combater a artrite, está dando bons resultados, mas Pierluigi Bartoletti destaca que ele tem efeitos colaterais.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permitiu que o medicamento seja usado para casos graves de pacientes internados em hospitais.

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