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Membros da família mais rica do Reino Unido são julgados na Suíça por tráfico de pessoas

Os integrantes do clã Hinduja também respondem à acusação de pagamento de baixos salários aos funcionários

Foto meramente ilustrativa com o 'martelo' usado por juízes
Tribunal suíço tem integrantes da família mais rica do Reino Unido no banco dos réus | Foto: Reprodução/Freepik

Quatro membros da família Hinduja, a mais rica do Reino Unido, estão sendo julgados na Suíça sob acusação de exploração e tráfico de pessoas, e que envolve a “importação” de seus empregados domésticos da Índia. As informações são da rede britânica BBC.

Segundo o canal de TV, a alegação é que Prakash e Kamal Hinduja, seu filho Ajay e sua mulher, Namrata, teriam confiscado os passaportes dos funcionários e tirado a liberdade de empregados saírem de casa sem autorização no bairro nobre de Cologny, em Genebra. A família também está sendo acusada de pagar US$ 8 (cerca de R$ 43) por dia de trabalho de 18 horas.

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A reportagem da BBC afirma que os advogados da família Hinduja não negaram especificamente as alegações de baixos salários, mas disseram que elas devem ser vistas dentro do contexto em que os funcionários também recebiam alojamento e alimentação. Um dos advogados contestou a acusação de longas jornadas com o argumento de que assistir a filmes com as crianças não se configura como trabalho.

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De acordo com informações da BBC, na semana passada foi alcançado um acordo financeiro sobre a exploração, mas os Hinduja continuam a ser julgados por tráfico de pessoas, considerado crime grave na Suíça. A família nega as acusações.

Yves Bertossa, um dos procuradores mais famosos de Genebra, comparou nesta semana no tribunal o gasto da família com o cachorro, estimado em US$ 10 mil por ano, com o montante diário que eles pagavam a seus empregados.

Ex-funcionários da família acusada de tráfico de pessoas

Alguns ex-funcionários testemunharam em favor da família, descrevendo-os como pessoas amigáveis e que tratavam os seus funcionários com dignidade. A BBC afirma,contudo, que as alegações de que os passaportes dos empregados foram confiscados e de que não podiam sequer sair de casa sem autorização são consideradas graves, pois podem ser julgadas como tráfico de seres humanos.

O procurador Yves Bertossa pede pena de prisão e milhões de dólares em indenizações e honorários advocatícios, diz a emissora.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    O dinheiro vai falar mais alto… Na Suiça não existe “Castas”.

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