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Menina judia sofre estupro coletivo na França 

Dois adolescentes de 13 anos foram acusados de cometer o crime

De acordo com a polícia da França, os agressores forçaram a menina judia a realizar atos sexuais, ameaçaram-na de morte e proferiram insultos antissemitas
De acordo com a polícia da França, os agressores forçaram a menina judia a realizar atos sexuais, ameaçaram-na de morte e proferiram insultos antissemitas | Foto: Queenmoonlite Studio/Shutterstock

A polícia francesa indiciou, na noite desta terça-feira, 18, dois adolescentes de 13 anos pelo estupro coletivo contra uma menina judia de 12 anos. O crime ocorreu no último sábado, 15, em Courbevoie, nos arredores de Paris.

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Os agentes também investigam um terceiro adolescente, de 12 anos, também acusado de participar do crime, conforme informou o Ministério Público de Nanterre, região oeste de Paris.

Como ocorreu o crime na França

A menina afirmou que estava em um parque perto de sua casa com um amigo. Ela conta que os criminosos a abordaram e a arrastaram para um galpão. 

De acordo com a polícia, os agressores a forçaram a realizar atos sexuais, ameaçaram-na de morte e proferiram insultos antissemitas. 

Um amigo da garota conseguiu identificar dois dos agressores. O Corpo de Bombeiros atendeu a vítima e a levou para a unidade médico-judicial de Garches, região oeste de Paris.

Crimes agravados por motivação antissemita 

De acordo com a promotoria pública de Nanterre, o crime de “violência e injúria” foi agravado, porque a vítima pertence a uma religião — no caso, ao judaísmo.

Dados do governo francês mostram que os atos antissemitas aumentaram 300% no país em 2024. 

Em janeiro, o Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França (Crif) relatou que os casos de antissemitismo quadruplicaram de 436 em 2022, para 1,6 mil, em 2023. Além disso, houve um pico depois do ataque terrorista de 7 de outubro.

Reações políticas

Marine Le Pen, líder do partido Reunião Nacional (RN), denunciou o crime. Ela criticou a esquerda francesa por “estigmatizar os judeus”.

Jean-Luc Mélenchon, líder do partido A França Insubmissa (LFI), condenou o que chamou de “racismo antissemita”.

François Ruffin, do mesmo partido de Mélenchon, denunciou o “horrível estupro antissemita”. “Esse crime odioso deve nos atingir no nível mais profundo, por causa do que ele revela: o machismo grosseiro de homens jovens para quem o corpo de uma mulher é algo que lhes pertence”, escreveu o político. “E o antissemitismo, para quem o judaísmo é uma mancha, uma afronta à honra. Que a raiva seja transformada em justiça.”

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