O presidente da Argentina, Javier Milei, se reunirá com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A informação foi publicada por um porta-voz do governo argentino nesta quinta-feira, 7.
Na viagem aos EUA, Milei também se encontrará com o empresário Elon Musk, CEO da Tesla e proprietário da plataforma Twitter/X.
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Milei será um dos palestrantes da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que ocorrerá nos dias 14 e 15 de novembro em Mar-a-Lago, clube privado do futuro líder dos EUA, na Flórida.
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Além de Donald Trump, estarão presentes no evento o vice-presidente eleito dos EUA, J.D. Vance, o provável secretário de Estado, Ric Grenell, e o provável procurador-geral, Matt Whitaker.
Milei e Trump já haviam se cruzado em fevereiro, durante a edição anterior da CPAC, em Maryland, nos EUA. Na ocasião, o presidente argentino classificou o norte-americano como um “grande presidente” e que torcia pela sua vitória, o que se concretizou nesta semana.
A conversa terminou com o tradicional slogan “MAGA”, mas com uma ligeira adaptação: “Make Argentina Great Again” (Faça a Argentina Grande Novamente), ao que Milei respondeu com o seu famoso “Viva la libertad, carajo”.
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Milei é antigo apoiador de Trump
Depois da confirmação da vitória de Donald Trump, Milei foi um dos primeiros presidentes a parabenizá-lo e afirmar que “pode contar com a Argentina para cumprir com a tarefa de engrandecer novamente a América”. “Faça a América Grande de Novo. Sabe que pode contar com a Argentina para realizar a sua tarefa.”
Milei deverá ser o único presidente latino-americano a ser recebido por Trump antes de sua posse, em 20 de janeiro de 2025. Pela proximidade ideológica, o presidente argentino busca se tornar a principal referência de Trump entre os líderes da América Latina, em oposição ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. O petista havia anunciado apoio à candidatura de Kamala Harris, que perdeu a disputa contra o republicano.
“Trump é um expoente do mundo livre, ocidental e capitalista”, disse o porta-voz de Milei, Manuel Adorni. “A sua liderança vai encontrar um apoio incondicional do nosso país para defender a vida, a liberdade e a propriedade. Tanto a Argentina quanto os Estados Unidos são um farol de liberdade num mundo que perdeu o rumo devido a ideias errôneas.”
O chanceler argentino, Gerardo Werthein, também comentou a diferença nas relações diplomáticas e destacou que, enquanto com o presidente Joe Biden a relação de Milei era boa e formal, com Trump a conexão é mais estreita e afinada. “Sempre as relações pessoais contribuem.”
Leia também: “O furacão Milei”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 225 da Revista Oeste








































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