Militantes pedem demissão de professora esquerdista que criticou uso de espaços femininos por trans

Na Inglaterra, educadora da Universidade de Sussex se tornou alvo de ataques e bullying de alunos; vice-reitor teve de intervir
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Kathleen Stock está sendo alvo de cancelamento na universidade | Foto: Divulgação/Universidade de Sussex
Kathleen Stock está sendo alvo de cancelamento na universidade | Foto: Divulgação/Universidade de Sussex

Feminista, a professora Kathleen Stock se tornou alvo de alunos militantes da Universidade de Sussex, na Inglaterra. Estudantes pediram a demissão da educadora por supostos comentários transfóbicos em sala de aula.

Especialista em filosofia analítica, Kathleen criticou a possibilidade de que homens biológicos frequentem espaços exclusivos às mulheres, como banheiros e vestuários, além da participação em times esportivos.

Na sexta-feira 8, um grupo colou vários cartazes no campus pedindo a saída de Kathleen, que relatou à direção ter recebido ameaças. Ao longo da semana, militantes fecharam acessos à faculdade para impedir a entrada de Kathleen.

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O vice-reitor da instituição, Adam Tickell, saiu em defesa da professora. “Estou preocupado de que tenhamos manifestantes pedindo a demissão de alguém por dizer o que pensa”, declarou Tickell, em entrevista à BBC News.

Procurada pela emissora, Kathleen disse que as universidades são lugares para exercer o pensamento livre: “Argumentos devem ser respondidos por argumentos e evidências por evidências, não por intimidação ou agressão”.

Leia também: “O silêncio não vai salvar você”, artigo publicado na Edição 71 da Revista Oeste

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10 comentários Ver comentários

  1. Isso chama-se canibalismo. Quando a extrema-esquerda não consegue mais achar desafetos na direit, pois já não existem mais, partem para atacar os da esquerda. Isso é típico de movimentos de sociedades tribais pre-historicas. O PT aqui no Brasil é assim.

  2. “Estou preocupado de que tenhamos manifestantes pedindo a demissão de alguém por dizer o que pensa”,
    No Brasil, neste tempos de suprema Ditadura q Rasga a Constituição, há até Jornalistas, Deputado Federal e Dirigente de Partido Político Presos por Manifestarem suas idéias.
    Essa professora é doida ou ingênua, por dizer o que pensa, quando contrário ao pensamento Ditatorial da esquerda.

    1. Ela não é louca nem é ingênua. Ela está exercendo seu direito de expressar sua opinião. Uma minoria barulhenta de manifestantes quer calá-la à força. A esmagadora maioria da sociedade concorda com a opinião da professora. E, principalmente, defende seu direito de expressá-la.

  3. Quem é hétero, pela lógica ou digamos em grande possibilidade, é transfóbico e ou homofóbico. Essa educadora, sendo feminista provavelmente é homossexual e pela lógica, simpática à causa trans também. Como então iria criticar o uso coletivo de banheiros por trans e fêmeas naturais ou artificiais (hétero ou não)? E esses alunos, pelo visto é provavelmente um bando de gays. Enfim, isso está virando uma verdadeira zona que ninguém mais entende quem é quem e isso tem que ter um prazo para acabar, não pode continuar desse jeito. Estão pondo algo na comida ou na água desse pessoal, não há outra explicação.

  4. A posição desses militantes se deve, provavelmente, a três razões: ou são idiotas, ou estão visando interesses particulares, ou são retardados.

  5. A reportagem dá a sensação de que a educadora divergiu de um pensamento que seria o consenso.
    O pensamento da educadora representa a maioria. Quem diverge são os gatos pingados de “manifestantes”.
    É a “democracia” da imposição do que eu quero.

  6. Se tivessem me dito 10 anos atrás que um cara, por se sentir mulher, poderia usar seus espaços exclusivos como banheiros e vestiários, competir (e ganhar, é claro) em suas modalidades exclusivas, eu teria gargalhado alto e diria que estava ficando louco, no entanto.

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