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Ministério Público boliviano pede prisão de Evo Morales

Ministério Público boliviano pede prisão de Evo Morales.

Ex-presidente do país é acusado de terrorismo por incitar apoiadores a bloquear estradas durante protestos

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Evo Morales é acusado de terrorismo | Foto: Sebastian Baryli/Flickr

O Ministério Público da Bolívia quer a prisão e extradição do ex-presidente do país, Evo Morales, por uma acusação de terrorismo.

Atualmente, Morales vive como refugiado em Buenos Aires, na Argentina.

A acusação partiu de uma comissão de promotores anti-corrupção devido ao chamado “caso áudio”, que investiga uma gravação telefônica em que o ex-presidente convoca apoiadores na Bolívia a bloquear ruas e estradas durante atos ocorridos depois de sua saída do país por pressão do Exército.

Os áudios revelam diálogos entre Evo com o ativista e dirigente cocaleiro Faustino Yucra.

“Nessa conversa, Morales instruiu o dirigente cocaleiro a cometer atos ilícitos durante os episódios violentos registrados no país a partir do dia 10 de novembro”, diz nota do MP boliviano.

No áudio, Morales afirma: “Irmão, que não entre comida nas cidades, vamos bloquear, armar um cerco de verdade”.

Como refugiado político, o ex-presidente também tem outras acusações na Bolívia, e já há uma ordem da Interpol para prendê-lo.

“De maneira ilegal e inconstitucional, a Procuradoria, em La Paz, pretende acusar-me de terrorismo com um áudio alterado e sem ser notificado, uma prova mais de que há uma perseguição política do governo ditatorial. Logo voltará a democracia e o Estado de Direito na Bolívia”, quis esquivar-se o ex-presidente.

Na Argentina, a lei de refugiado político o protege no caso da extradição por razões políticas. Contudo, há uma brecha no caso de a acusação ser por “terrorismo”.

 

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