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• Os nomes Muhammad e Olivia foram os mais registrados para bebês nascidos em 2025 na Inglaterra e no País de Gales.
• Muhammad, com 5,9 mil registros, liderou a lista masculina pelo terceiro ano consecutivo.
• Dados do Censo de 2021 mostram que o número de islâmicos no Reino Unido passou de cerca de 1,6 milhão em 2001 para 3,8 milhões em 2021.
Muhammad e Olivia foram os nomes mais registrados para bebês nascidos em 2025 na Inglaterra e no País de Gales, segundo dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS), órgão oficial de estatísticas do Reino Unido. Muhammad liderou a lista de nomes masculinos pelo terceiro ano consecutivo, enquanto Olivia permaneceu na primeira posição entre os nomes femininos pelo décimo ano seguido.
De acordo com o ONS, Muhammad foi registrado 5,9 mil vezes. Noah ficou em segundo lugar, com 4 mil registros, seguido por Leo, com 3,2 mil. Entre as meninas, Olivia foi escolhida para 2,3 mil bebês, à frente de Lily, com 2,2 mil registros, e Amelia, com 2,1 mil.
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O levantamento revela ainda que Muhammad foi o nome masculino mais registrado em todos os meses de 2025. Entre as meninas, Olivia liderou em oito meses, enquanto Isla, Lily, Amelia e Florence ocuparam a primeira posição em meses específicos.
O levantamento foi divulgado em um ano de baixa histórica na natalidade. Em 2025, a Inglaterra e o País de Gales registraram cerca de 585 mil nascidos vivos, o menor número desde 1977. A taxa de fecundidade também caiu para 1,39 filho por mulher, o menor nível já registrado.
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A liderança de Muhammad pelo terceiro ano consecutivo reflete o crescimento da população muçulmana na Inglaterra e no País de Gales nas últimas décadas. Dados do Censo de 2021 mostram que o número de islâmicos na região passou de cerca de 1,6 milhão em 2001 para 3,8 milhões em 2021, quando o grupo passou a representar 6,5% da população.
A presença de grandes comunidades muçulmanas na Europa remonta ao período posterior à Segunda Guerra Mundial, quando diversos países recrutaram trabalhadores estrangeiros para reconstruir suas economias e receberam migrantes oriundos de antigas colônias.

Nas décadas seguintes, políticas de reunificação familiar, o assentamento definitivo desses trabalhadores e, mais recentemente, a chegada de refugiados de conflitos contribuíram para o crescimento dessas comunidades.
Segundo a pesquisadora Sophie Gilliat-Ray, autora do livro Muslims in Britain, o crescimento da população muçulmana no Reino Unido pode ser atribuído à imigração recente, às maiores taxas de natalidade, às conversões ao islã e a uma maior disposição dos fiéis para se identificar como muçulmanos nos censos.
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