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Mulheres trans têm participação proibida em competições de dardo no Reino Unido

Justificativa apresentada é a integridade esportiva, sob o argumento de que a mudança busca equilibrar as competições

Dardo proibição mulher trans Reino Unido
O dardo é um esporte popular no Reino Unido | Foto: Reprodução/Pixabay

A Darts Regulation Authority (DRA) publicou um comunicado nesta semana que proíbe a participação de mulheres trans em torneios femininos sob regulação da entidade. A DRA é a entidade máxima desse esporte no Reino Unido.

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A justificativa apresentada pela DRA é a integridade esportiva, sob o argumento de que a mudança busca equilibrar as competições. O dardo é um esporte tradicional no país. Estimativas revelam que atletas trans de alto nível podem perder mais de US$ 45 mil por ano em premiações e patrocínios no circuito profissional.

“Como resultado de sua revisão, a DRA considera que, para alcançar uma competição justa no dardos, apenas mulheres biológicas devem ser elegíveis para competir em torneios femininos regulados pelas regras da DRA.”

A entidade informou que, no início deste mês, substituiu sua Política de Pessoas Trans e de Diversidade de Gênero por uma Política de Elegibilidade e Regras para torneios abertos e femininos, que agora passa a vigorar em organizações afiliadas, incluindo a Professional Darts Corporation, de alcance global.

Segundo o comunicado, a medida foi adotada depois de um processo de investigação que envolveu consultas a fontes jurídicas de alto nível e a análise de um relatório técnico elaborado por um especialista em biologia.

Mulher trans no esporte

A entidade também cita um precedente legal do Reino Unido, de abril do ano passado, no qual se definiu o sexo biológico como referência para a definição de mulher em contextos esportivos e sociais.

Leia mais: “Imane Khelif está se aposentando do boxe feminino”

A entidade considera que a alteração garante uma competição justa e restringe a participação nas categorias femininas. No circuito, a decisão teve impacto imediato em atletas como Noa-Lynn van Leuven, primeira mulher trans a competir em um torneio televisionado de dardos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a medida encerra sua carreira profissional de forma repentina.

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