A Darts Regulation Authority (DRA) publicou um comunicado nesta semana que proíbe a participação de mulheres trans em torneios femininos sob regulação da entidade. A DRA é a entidade máxima desse esporte no Reino Unido.
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A justificativa apresentada pela DRA é a integridade esportiva, sob o argumento de que a mudança busca equilibrar as competições. O dardo é um esporte tradicional no país. Estimativas revelam que atletas trans de alto nível podem perder mais de US$ 45 mil por ano em premiações e patrocínios no circuito profissional.
“Como resultado de sua revisão, a DRA considera que, para alcançar uma competição justa no dardos, apenas mulheres biológicas devem ser elegíveis para competir em torneios femininos regulados pelas regras da DRA.”
A entidade informou que, no início deste mês, substituiu sua Política de Pessoas Trans e de Diversidade de Gênero por uma Política de Elegibilidade e Regras para torneios abertos e femininos, que agora passa a vigorar em organizações afiliadas, incluindo a Professional Darts Corporation, de alcance global.
Segundo o comunicado, a medida foi adotada depois de um processo de investigação que envolveu consultas a fontes jurídicas de alto nível e a análise de um relatório técnico elaborado por um especialista em biologia.
Mulher trans no esporte
A entidade também cita um precedente legal do Reino Unido, de abril do ano passado, no qual se definiu o sexo biológico como referência para a definição de mulher em contextos esportivos e sociais.
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A entidade considera que a alteração garante uma competição justa e restringe a participação nas categorias femininas. No circuito, a decisão teve impacto imediato em atletas como Noa-Lynn van Leuven, primeira mulher trans a competir em um torneio televisionado de dardos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a medida encerra sua carreira profissional de forma repentina.
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