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Musk quer extinguir moeda de 1 centavo, que custa o triplo para cunhar

Departamento de Eficiência Governamental pretende extinguir a penny

Empresário Elon Musk é dono da Tesla, da SpaceX e do Twitter/X; EUA
Empresário Elon Musk é dono da Tesla, da SpaceX e do Twitter/X | Foto: Reprodução/Flickr/TED Conference

O empresário Elon Musk, que integra o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) dos Estados Unidos, tem um novo alvo para reduzir os gastos federais: a moeda de um centavo, também conhecida como penny.

Em postagem no Twitter/X na última terça-feira, 21, o DOGE destacou que são gastos cerca de três centavos para cunhar cada penny.

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“O penny custa mais de 3 centavos para ser feito e custou aos contribuintes dos EUA mais de US$ 179 milhões no ano fiscal de 2023″, escreveu o DOGE. “A Casa da Moeda produziu mais de 4,5 bilhões de centavos no ano fiscal de 2023, cerca de 40% dos 11,4 bilhões de moedas para circulação produzidas.”

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Ao mostrar o alto custo do penny, o DOGE reacende um debate que já ocorre há anos, especialmente porque o custo de produção da moeda tem aumentado ao longo do tempo. Em 2016, por exemplo, o custo para cunhar cada penny era de aproximadamente 1,5 centavo, menos da metade do custo atual.

Ainda assim, os US$ 179 milhões gastos com o penny representam um valor pequeno dentro do grande objetivo do DOGE de reduzir os gastos federais. Segundo Musk, o objetivo do grupo é cortar US$ 500 bilhões dos gastos anuais do governo.

Penny na mira de Musk

No último ano, os custos do penny continuaram a subir. De acordo com o relatório anual da Casa da Moeda dos Estados Unidos de 2024, fabricar e distribuir um centavo agora custa cerca de 3,7 centavos.

Os pennies são feitos de zinco e uma fina camada de cobre. Embora o preço do zinco varie ao longo dos anos, seu custo atual por tonelada é o dobro do que era em 2016, de acordo com dados do Federal Reserve Bank (Fed).

A moeda de um centavo deve ser extinta, se os planos de Musk se concretizarem | Foto: Montagem Carlos Freitas/IA

Integrantes do governo federal já propuseram a suspensão da produção do penny em anos anteriores. Em 2015, o então secretário do Tesouro, Jacob Lew, defendeu a ideia. Alguns economistas também sugerem retirar o centavo de circulação.

No entanto, a medida poderia trazer desvantagens, já que as transações seriam arredondadas para intervalos de cinco centavos, conforme destacou o Fed. “Para compras de itens individuais ou de baixo valor, o arredondamento para cima ou para baixo poderia representar uma mudança significativa no preço”, observou.

Outros países já eliminaram suas moedas equivalentes ao penny, como o Brasil, que deixou de cunhar moedas de um centavo em 2004, e o Canadá, que seguiu o mesmo caminho em 2012.

No entanto, uma pesquisa divulgada pela rede norte-americana CBS News revelou que os consumidores pagaram cerca de 3,27 milhões de dólares canadenses a mais a cada ano por causa do arredondamento dos preços para valores maiores.

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“Pode haver custos adicionais difíceis de quantificar ao usar pennies, o que reforça o argumento de sua eliminação”, argumenta o Fed. “Contar pennies para dar troco consome tempo, e como diz o velho ditado dos negócios, tempo é dinheiro.”

O DOGE pode querer mirar além do humilde penny, já que ele não é a única moeda que custa mais para ser produzida do que vale. O relatório anual da Casa da Moeda dos EUA de 2024 também apontou que fabricar e distribuir cada níquel (moeda de cinco centavos) custa cerca de 14 centavos.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Adam Smith em 1784 já havia comentado sobre esse problema, agora crônico! A sugestão do homem dos foguetes é boa!
    Levar dinheiro pra Marte, pesa muito!

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