Na presidência de grupo latino-americano, Argentina articula acordo com a China

Hermanos assumiram organismo internacional fundado por Chávez
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández
O presidente da Argentina, Alberto Fernández | Foto: Divulgação/Casa Rosada

O governo da Argentina tem interesse num amplo acordo com o Partido Comunista da China (PCC). Isso porque os hermanos assumiram a presidência rotativa da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

A Argentina já iniciou a execução do Plano de Ação Conjunto China-Celac, assinado nos últimos dias do México na chefia da Celac, informou a agência de notícias rfi, na sexta-feira 7, quando a Argentina se tornou titular do organismo.

Acordo

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Publicado em 13 de dezembro pelo Ministério de Relações Exteriores da China, a parceria objetiva aproximar os países da Celac a “fomentar o compartilhamento de experiências de governo”.

Além disso, a medida propõe ações conjuntas contra o crime organizado transnacional, tráfico de armas e drogas, fluxos financeiros ilícitos e crimes cibernéticos, conforme o documento.

A parceria deve possibilitar ainda a expansão da Huawei e sua rede 5G na América Latina. Um dos pontos do acordo é o “fortalecimento da cooperação entre governos, empresas e instituições de pesquisa em infraestrutura digital”.

O gigante de tecnologia chinês promete infraestrutura que forneça telecomunicações, 5G, big data, nuvem e inteligência artificial. Contudo, os EUA sustentam que a Huawei é utilizada pelo PCC para fins de espionagem.

O acordo contempla ainda a expansão de cooperação entre o Banco Central da China e os bancos centrais dos 33 países da Celac. Outras medidas incluem o ingresso na Estação Lunar Internacional Chinesa e “5 mil bolsas de estudos”.

Celac

Criada em fevereiro de 2010 pelo ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, a Celac é chamada por seus membros de um “fórum de debates” na América Latina. Agrupa quase todos os países da OEA (Organização dos Estados Americanos).

No entanto, em 2020, o então chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, anunciou a saída do Brasil do organismo internacional devido à “atuação da Celac no contexto de crise regional”.

Leia também: “O jogo do gigante”, reportagem publicada na Edição 58 da Revista Oeste

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