A guerra de Israel contra o Hamas tem sido marcada por uma narrativa mentirosa, alimentada pelo fato de a emissora Al Jazeera, sediada no Catar, disseminar informações enviesadas, segundo afirmou, em entrevista exclusiva a Oeste, o professor Amos Nadan, diretor do Centro Moshe Dayan para o Oriente Médio, da Universidade de Tel-Aviv.
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O Catar é o país que tem abrigado líderes do grupo terrorista. Por esse motivo, nesta terça-feira, 9, Israel bombardeou um prédio em Doha, onde se reunia essa liderança do Hamas. O fato de o Catar ser aliado de nações ocidentais, por interesses comerciais e diplomáticos, não é mais pretexto para que seja poupado por Israel.
“O Catar é um Estado que apoia o Hamas e abriga essa organização terrorista”, afirma Nadan. “O fato de os países ocidentais ignorarem isso é lamentável.”
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu buscou desmistificar a validade desse tipo de aliança, em declaração nesta quarta-feira, 10. Ele exortou o Catar a expulsar líderes do Hamas ou levá-los à Justiça: “Se vocês não fizerem, nós faremos”.
Narrativa do Hamas contra Israel em Gaza
A situação, com isso, vai obrigar também os Estados Unidos (EUA) a mudarem sua postura em relação ao país árabe. Até o momento, os norte-americano faziam “vistas grossas”, à presença de terroristas no Catar. Segundo Nadan, isso vem ocorrendo para não ameaçar uma aliança militar estratégica para os EUA.
“Os norte-americanos têm bases militares no Catar e preferem não confrontá-lo.”
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Sobre a questão da narrativa, Nadan é enfático. “Não há genocídio em Gaza”, garante o especialista. “Há uma guerra contra o Hamas. A alegação de que a situação constitui genocídio decorre principalmente de politização e desinformação espalhada por certos grupos.”
Desinformação esta que, segundo ele, tem como origem o próprio Catar e a Al Jazeera.
“Um dos problemas em relação ao Catar é que ele promove a propaganda do Hamas por meio da Al Jazeera”, destaca o acadêmico. “Aqueles que consideram a Al Jazeera uma fonte confiável tendem a adotar a narrativa do Hamas.”






































Para ficar no mínimo, Israel faz guerra e o Hamas terrorismo.