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Navios de guerra russos chegam a Cuba

Os Estados Unidos afirmaram que a expedição da Rússia na América não representa uma ameaça

Flotilha da Rússia esperando para entrar em Cuba
Flotilha da Rússia esperando para entrar em Cuba | Foto: Reprodução/Twitter/X/@ZharanQ

Navios da Marinha da Rússia chegaram a Havana, capital de Cuba, nesta quarta-feira, 12. Os Estados Unidos observaram a cena e afirmaram que não existe sinal de ameaça.

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“Temos monitorado de perto a trajetória dos navios”, afirmou uma autoridade dos EUA, sob condição de anonimato, à agência de notícias Reuters. “Em nenhum momento os navios ou os submarinos representam uma ameaça direta aos Estados Unidos.”

Apesar da declaração, a chegada dos russos à América é vista como uma demonstração de força, principalmente com a escalada do conflito do país com a Ucrânia.

Pescadores se reuniram em uma avenida para assistir às embarcações passarem pelo Castelo Morro. A construção de 400 anos fica na entrada do porto da cidade.

Conheça a flotilha da Rússia em Cuba

Os primeiros navios a chegarem foram o Akademik Pashin, de combustível, e o Nikolay Chiker, de reboque. A fragata Almirante Gorshkov e o submarino Kazan, de propulsão nuclear, também esperavam no mar para poder entrar no local.

Ao chegar a Cuba, a flotilha russa saudou o país com 21 tiros. O ato foi respondido pelos cubanos com disparos de um canhão construído no século 18 pelos espanhóis.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o comboio realizou exercícios de mísseis no Oceano Atlântico até chegar a Havana. Em comunicado, o país caribenho declarou que a visita é uma prática-padrão de navios de guerra de nações amigas de Cuba.

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Autoridades do país comunista afirmaram que as embarcações não estavam carregando armas nucleares.

Havana está a 160 km de distância de Key West, na Flórida. O local abriga a Estação Aérea Naval dos EUA. O professor da Universidade Americana William Leogrande afirma que a visita dos russos à América Central sugere mais do que a “prática-padrão”.

“A visita dos navios de guerra russos é a forma de Putin lembrar a Biden que Moscou pode desafiar Washington na sua própria esfera de influência”, afirmou Leogrande.

A manobra geopolítica também ocorre durante a pior crise social e econômica de Cuba. A população sofre com a pior escassez de alimentos, medicamentos e combustível em décadas. Os fatores negativos aumentam o descontentamento das pessoas nas ruas cubanas.

“Isso tem ecos da Guerra Fria, mas, ao contrário da primeira Guerra Fria, os cubanos são atraídos para Moscou não por afinidade ideológica, mas por necessidade econômica”, explicou o docente.

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