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Negociador ucraniano, Denis Kireiev é morto

Ele morreu enquanto executava uma missão especial, segundo o Ministério da Defesa do país

Kireiev
Foto: Reprodução/FrontNews

Denis Kireiev, um dos negociadores da delegação ucraniana que tem se encontrado com representantes russos em Belarus, morreu no sábado 5. Segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia, Kireiev e outros três membros do Serviço de Inteligência foram mortos enquanto executavam uma missão especial. Na contramão, setores da imprensa britânica relatam que Kireiev, banqueiro de profissão, era um espião a serviço do Kremlin. Ele teria sido descoberto e morto pelo Exército da Ucrânia.

Kireiev
Kireiev participou da rodada de negociações com a Rússia | Foto: Reprodução/Twitter

A ofensiva continua

Soldados russos se concentram em torno da capital, com o objetivo de fechar um círculo pelo noroeste e pelo nordeste. Um comboio russo, de 65 quilômetros de extensão, aproxima-se de Kiev. A coluna, formada por veículos blindados e tanques, segue estacionada a 25 quilômetros da periferia. Isso mostra a intenção russa de invadir a cidade pelas fronteiras terrestres.

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A estratégia adotada pelo presidente Vladimir Putin é similar àquela escolhida pelo Kremlin durante a invasão da Chechênia, em 1998. “O Exército da Rússia cercou a capital do país, Grózni, e ordenou que os rebeldes deixassem imediatamente a região”, explicou Gunther Rudzit, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Relações Internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “A cidade foi bombardeada até virar escombros. Ninguém sabe exatamente quantas pessoas morreram naquele episódio. Então, quando Moscou ordena que a população ucraniana deixe Kiev, é algo sério.”

Leia também: “Devagar, malfeito e complicado”, reportagem de capa publicada na Edição 102 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. analisando
    analisando

    É uma invasão desproporcional e um ato de guerra lamentável para a população que a rigor não tem nada com isso e só quer continuar sua vida.
    Mas vemos que não é uma guerra total na acepção da palavra.
    Voltemos a 1942, e veja imagens do avanço alemão, na operação Barbarossa nessa mesma Ucrânia. Os blindados avançando em ordas pelos campos e cidades destruindo tudo pela frente, enquanto a aviação bombardeava todas as cidades.
    Atualmente com blindados e aviação, com poder de destruição infinitamente maior dos de 1942, os russos avançam ordeiramente em fila pelas estradas, e a aviação se limita a alvos militares ou estratégicos. Estamos vendo vídeos onde civis se colocam à frente dos tanques, esses param e o comandante do blindado, aparece para dialogar com a pessoa, ví também pessoas que das calçadas dão pitos nos soldados invasores que passam.
    Imagine essas cenas diante do avanço da Wermatch nazista, seria completamente surreal.
    Os russos querem impor sua determinação territorial e depor Zelenski, mas o tratamento com a população não é de guerra total. A causa da demora nas ações militares, não são por causa da defesa forte Ucraniana, mas sim porque a Rússia não quer uma Ucrânia destruída que para eles não serviria de nada.

  2. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Crimes de guerra em pleno século 21 nâo podem ficar impunes.

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