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Netanyahu critica líderes do Reino Unido, França e Canadá por pedido de cessar-fogo em Gaza

Premiê israelense acusa os três governos de 'encorajarem' o Hamas ao pressionarem por um Estado palestino

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel | Foto: Reprodução/Redes sociais

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou os líderes do Reino Unido, da França e do Canadá depois que os três países pediram o fim da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

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Em vídeo divulgado na quinta-feira 22, Netanyahu disse que o Hamas “não quer um Estado palestino, quer a destruição do Estado de Israel”. Ele afirmou não entender como “essa verdade simples escapa aos líderes de França, Reino Unido, Canadá e outros”.

O líder israelense acusou os três países de oferecerem “o maior prêmio possível ao Hamas” ao defenderem a criação de um Estado palestino. “Por 18 anos tivemos um Estado palestino de fato”, afirmou Netanyahu. “Chamava-se Gaza. E o que recebemos? Paz? Não. Recebemos o massacre mais brutal de judeus desde o Holocausto.”

Hamas agradece o apoio, e Netanyahu reage

Em resposta, o Hamas divulgou um comunicado agradecendo aos governos britânico, francês e canadense. O grupo terrorista alega que os países “rejeitaram a política de cerco e fome promovida pelo governo de ocupação contra nosso povo na Faixa de Gaza, e os planos sionistas de genocídio e deslocamento”, segundo o Jerusalem Post.

A organização terrorista também apelou para que países árabes e islâmicos, a União Europeia e outros atores internacionais adotem medidas concretas para “conter a agressão sionista”.

Sobre o agradecimento do Hamas, Netanyahu afirmou: “Digo ao presidente Macron, ao primeiro-ministro Carney e ao primeiro-ministro Starmer: quando assassinos em massa, estupradores, assassinos de bebês e sequestradores agradecem vocês, é porque estão do lado errado da justiça. Estão do lado errado da humanidade e da história”.

O premiê israelense afirmou ainda que, ao insistirem que promovem a paz, Macron, Carney e Starmer, na verdade, “estão encorajando o Hamas a continuar lutando para sempre”.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, respondeu com uma publicação no seu perfil do X. Nela, o político do Reino Unido condena o assassinato de dois funcionários da Embaixada de Israel em Washington, nos EUA.

“O antissemitismo é um mal que devemos erradicar onde quer que apareça”, disse o primeiro-ministro britânico. “Meus pensamentos estão com os colegas, familiares e entes queridos, e, como sempre, estou ao lado da comunidade judaica.”

Leia mais: “Israel revela plano de dividir Gaza e ocupar região por meses”

Funcionários da embaixada israelense nos EUA, Yaron Lischinsky e Sarah Milgrim, foram mortos, na noite da última quarta-feira, 21, em frente ao Capital Jewish Museum, em Washington. Eles haviam se conhecido no trabalho, estavam em um relacionamento e planejavam viajar a Israel na semana seguinte. Lischinsky pretendia pedir Sarah em casamento.

Netanyahu também comentou o caso, afirmando que as vítimas não foram alvo de um crime aleatório. “O terrorista que os assassinou fez isso por uma única razão — queria matar judeus.”

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2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Tem todo o meu apoio, grande Estado de Israel!!!…

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