A influência política dos Kennedys faz parte da história dos EUA. Recentemente, um Kennedy voltou ao alto escalão do poder, com a nomeação de Robert F. Kennedy Jr., de 71 anos, para assumir o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) do governo do presidente Donald Trump.
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Robert é filho do ex-senador de Nova York, procurador-geral dos EUA e candidato presidencial assassinado em 1968, Robert F. Kennedy, e sobrinho do ex- presidente norte-americano John F. Kennedy., assassinado em 1963. Robert, no entanto, destoa da tradição da família por ser um republicano bastante engajado. O clã Kennedy sempre foi conhecido por sua atuação no Partido Democrata.
Há uma nova tentativa de renovação nesse sentido, relata a EFE. Vinda por meio do próprio neto de John F. Kennedy. Jack Schlossberg, filho de Caroline Bouvier Kennedy, de 67 anos, é uma figura que se destaca nas redes sociais e um democrata de nova geração. Ele decidiu que é hora de testar sua força eleitoral.
Aos 32 anos, ele entrou, em novembro, na disputa interna pelo 12º distrito de Nova York, vaga que será aberta com a saída do democrata Jerrold Nadler. Com isso, torna-se o primeiro descendente direto do ex-presidente a concorrer a um cargo público desde que o clã deixou de ocupar posições eletivas com regularidade.
A forte presença digital, com mais de 830 mil seguidores no TikTok, deu visibilidade a seus vídeos críticos a Donald Trump, algo que ele vê como trunfo para dialogar com um eleitorado mais jovem.
Essa movimentação aparece em um momento em que outros integrantes da família também estiveram envolvidos na vida pública recente. Uma delas é Caroline, mãe de Schlossberg e única filha sobrevivente de John e Jackie Kennedy. Até novembro de 2024, no governo de Joe Biden, ela foi embaixadora dos EUA na Austrália. Durante o governo Barack Obama, ela havia sido embaixadora no Japão, entre 2013 e 2017.
Muito antes de essa nova geração ocupar funções diplomáticas ou parlamentares, a família já acumulava um histórico de tragédias que alimentou a ideia de uma espécie de fatalidade permanente. A mais marcante ocorreu em 22 de novembro de 1963, quando John F. Kennedy foi assassinado enquanto desfilava em carro aberto por Dallas, no Texas.
As versões e as suspeitas que surgiram daquele episódio continuaram ecoando por décadas, alimentando teorias das mais diversas. E a sequência de tragédias ainda teria novos capítulos. Na campanha presidencial que ocorreu cinco anos depois, Robert F. Kennedy foi morto a tiros em Los Angeles. Em 1999, o avião pilotado por John F. Kennedy Jr., filho do ex-presidente, caiu no Atlântico e também tirou a vida de sua mulher, Carolyn.
Antes, o irmão mais novo do ex-presidente, na década de 1960, Ted Kennedy, mesmo tendo construído uma carreira longa no Senado, já havia visto sua imagem pública ser marcada de forma permanente pelo caso Chappaquiddick, que se seguiu ao acidente de carro de 1969 e resultou na morte de Mary Jo Kopechne, então com 28 anos.
Em março de 1991, Ted Kennedy esteve presente com seu filho Patrick J. Kennedy em um bar em Palm Beach na mesma noite em que seu sobrinho, William Kennedy Smith, foi acusado de estuprar uma mulher na propriedade da família.
O caso ganhou grande repercussão nacional, e, em dezembro de 1991, Smith foi absolvido por um júri que levou apenas 77 minutos para decidir.
Trajetória da família Kennedy nos EUA
O acúmulo de mortes prematuras, quedas de aeronaves, acidentes e polêmicas consolidou a impressão de que uma espécie de “maldição dos Kennedys” pairava sobre a família. Apesar desse histórico trágico, o clã manteve forte presença na vida política norte-americana, conservando a capacidade de pautar debates e de atrair atenção constante da imprensa.
Para compreender como o sobrenome adquiriu tamanho peso simbólico, é preciso voltar ao início do século 20. Em 1914, Joseph Kennedy e Rose Fitzgerald se casaram e formaram uma família de nove filhos. Joseph, empresário ambicioso, que mais tarde atuaria como diplomata em Londres, declarava o desejo de ver um dos herdeiros alcançar a Presidência.
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O que talvez não antecipasse era que três deles entrariam na política nacional e que um, John F. Kennedy, assumiria em 1961 a Casa Branca como o presidente mais jovem já eleito nos Estados Unidos.
Com esse legado em mente, a decisão de Jack Schlossberg de disputar um cargo federal reacendeu rapidamente o interesse pela linhagem que marcou parte da história política do país. A memória da fase em que os Kennedys foram vistos como uma espécie de aristocracia republicana, combinando carisma, poder e tragédias, permanece como contexto inevitável.
Desde os primeiros anos da década de 1960, quando John F. Kennedy se tornou símbolo de juventude e renovação, os norte-americanos passaram a enxergar os parentes como figuras centrais do imaginário coletivo, com expectativas e pressões constantes.






































A notícia de que um neto do ex-presidente John F. Kennedy concorrerá a um cargo público pelo partido Democrata, a meca do progressismo americano, contraria a afirmação do Presidente Trump, de que se John Kennedy fosse vivo, hoje ele seria um Republicano. A notícia não deixa de ser interessante, pois mostra que mesmo diante do atual radicalismo de esquerda dos democratas, ainda tem aqueles que acreditam nas utopias do passado e vivem de um sonho que já se mostrou nada mais do que um pesadelo.