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Nicolás Maduro matou 10 mil pessoas na Venezuela, diz ONG

Relatório de direitos humanos detalha execuções e torturas durante o governo do ditador

Venezuela Maduro
Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro em operação dos EUA em Caracas, na Venezuela I Foto: Divulgação/Donald Trump/Truth Social

O regime de Nicolás Maduro assassinou mais de 10 mil pessoas na Venezuela. O Estado cometeu os crimes de forma sistemática desde o ano de 2013. A informação foi divulgada pelo Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea) na última quinta-feira, 14. A organização não governamental (ONG) atua na defesa dos direitos humanos no país vizinho.

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A divulgação do relatório ocorre quatro meses depois da queda do ditador. As forças especiais dos Estados Unidos prenderam Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro. A ação encerrou um ciclo de 27 anos de governos chavistas. A ONG alerta para a manutenção da estrutura repressiva na nação.

As execuções no governo de Nicolás Maduro

Os pesquisadores documentaram 10.853 vítimas de execuções extrajudiciais. As forças de segurança concentraram os assassinatos nos bairros populares venezuelanos. Os policiais e os militares miraram os jovens de 18 a 30 anos como alvos principais da repressão estatal.

O número de desaparecimentos forçados cresceu de forma vertiginosa no período. O índice registrou um aumento de 196% na comparação com os levantamentos anteriores. Os agentes do serviço de inteligência perseguiram os líderes sociais de maneira implacável. Os defensores dos direitos civis sofreram com ameaças constantes.

A crise social deixada por Nicolás Maduro

O antigo governo também desorganizou a economia venezuelana. O salário mínimo caiu para o equivalente a 0,45 centavos de dólar no final do ano passado. A metade da população ativa sobrevive por meio do trabalho informal na atualidade. As autoridades estatais prenderam mais de 130 líderes sindicais de forma arbitrária.

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O sistema de saúde pública entrou em colapso total. O desabastecimento de medicamentos afeta 88% dos hospitais venezuelanos. A falta de materiais médicos básicos prejudica o funcionamento de quase todas as unidades sanitárias. A crise ambiental avança com a extração ilegal de minérios e com os constantes vazamentos de petróleo.

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