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Nicolás Maduro questiona sistemas eleitorais de Brasil, EUA e Colômbia

Em comício, o ditador da Venezuela alegou que nesses países falta auditoria dos votos

O ditador Nicolás Maduro: dificuldades de registro e alto custo para obter documentos atrapalham venezuelanos no exterior que desejam votar | Foto: Reprodução/Twitter/X/@HaberKuresi034
Recentemente, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, também fez comentários sobre 'guerra civil' e 'banho de sangue' em caso de derrota | Foto: | Foto: Reprodução/Twitter/X/@HaberKuresi034

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, questionou os sistemas eleitorais de Brasil, EUA e Colômbia, afirmando sem provas que não são auditados. As declarações foram dadas durante um comício na noite desta terça-feira, 23, no Estado de Aragua.

Nicolás Maduro exaltou o sistema venezuelano, o qual, segundo ele, realiza 16 auditorias, incluindo uma em tempo real em 54% das urnas. Nesse sentido, desafiou os sistemas eleitorais de outros países.

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“Em que outra parte do mundo fazem isso?”, iniciou Nicolás Maduro sobre os sistemas eleitorais. “Nos Estados Unidos? O sistema eleitoral é auditável? No Brasil? Não auditam nem uma ata. Na Colômbia? Não auditam nem uma ata.”

As declarações do ditador da Venezuela ocorreram um dia depois do presidente Lula da Silva (PT) expressar preocupação com comentários de Maduro sobre um “banho de sangue” em caso de derrota nas eleições marcadas para este domingo, 28.

+ Depois de minimizar ameaça de Maduro, Lula se diz preocupado com ‘banho de sangue’

No Brasil, o boletim de urna é um comprovante impresso emitido ao final da votação, permitindo a conferência imediata dos resultados e a auditoria da transmissão e totalização dos votos.

O boletim é impresso em cinco vias, assinadas pelo presidente da seção e por fiscais dos partidos, sendo uma delas colocada na porta da seção, três enviadas ao cartório eleitoral e uma entregue aos fiscais.

Sistemas eleitorais internacionais

Só Brasil, Bangladesh e Butão têm sistemas eleitorais que utilizam urnas eletrônicas sem registro em papel em larga escala em eleições nacionais. A Namíbia abandonou esse sistema em 2023, retornando às cédulas de papel.

Na Rússia, apenas 9% do eleitorado usou urnas eletrônicas sem voto impresso na última eleição presidencial, em 2018. Na Venezuela, depois de se votar na urna eletrônica, o eleitor recebe o voto impresso e o deposita manualmente em uma urna.

Levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo mostrou que a maioria dos países que usam urnas eletrônicas adota a segunda geração dessas máquinas, que imprimem um comprovante em papel, enquanto o Brasil ainda utiliza as de primeira geração.

Em alguns países, como na Índia, o voto impresso pode ser conferido pelo eleitor através de um visor e depois cai automaticamente em uma urna. A Índia iniciou a transição em 2011 e a concluiu em 2019.

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