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Nigéria pagou US$ 7 milhões ao Boko Haram por libertação de reféns

Segundo a AFP, governo desembolsou resgate por até 230 alunos e funcionários de escola católica

Boko Haram age com violência e usa o argumento de que ocidentais são responsáveis pelos 'males' na Nigéria | Foto: Reprodução/YouTube
Boko Haram age com violência e usa o argumento de que ocidentais são responsáveis pelos 'males' na Nigéria | Foto: Reprodução/YouTube

Fontes de inteligência disseram à AFP que o governo da Nigéria pagou resgate milionário a militantes do Boko Haram para libertar até 230 crianças e funcionários da escola católica Saint Mary, no Estado de Níger. A legislação do país proíbe pagamentos a sequestradores.

O grupo armado sequestrou cerca de 300 alunos e funcionários em 21 de novembro. Ao menos 50 conseguiram fugir. Autoridades negam ter feito qualquer pagamento e afirmam que “agentes do governo não pagam resgates”.

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Segundo quatro fontes ouvidas pela AFP, o valor teria chegado a 40 milhões de nairas por pessoa — cerca de US$ 7 milhões no total (R$ 36,4 milhões). Dois comandantes do grupo também teriam sido libertados como parte do acordo.

O que é o Boko Haram

Alunas passam por uma sala de aula com um mapa e uma bandeira da Nigéria pintados, na Success Private School, uma das primeiras escolas atacadas pelo Boko Haram em 2009, em Maiduguri, Nigéria (9/9/2015) | Foto: Shutterstock

As negociações duraram duas semanas e foram conduzidas pelo conselheiro de segurança nacional, Nuhu Ribadu. O dinheiro, de acordo com as fontes, foi levado de helicóptero até Gwoza, reduto do grupo no Estado de Borno, e entregue ao comandante Ali Ngulde.

O Boko Haram é um grupo jihadista criado no início dos anos 2000 no nordeste da Nigéria que defende a imposição de uma versão radical da lei islâmica e rejeita instituições consideradas ocidentais.

+ Do Boko Haram ao ISIS: quais organizações islâmicas perseguem cristãos na Nigéria?

Desde 2009, conduz uma insurgência violenta contra o governo nigeriano, marcada por atentados, massacres e sequestros em massa — incluindo o rapto de mais de 200 estudantes em 2014 —, e atua também em países vizinhos da África Ocidental.

Embora o grupo não tenha sido oficialmente vinculado ao caso de novembro, fontes de segurança apontam o jihadista Sadiku, chefe de uma célula no Estado de Níger, como responsável pela ação.

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