Desde o início desta semana, as pessoas procuram avidamente por informações sobre o ciclone que atingirá a região Sul do Brasil nos próximos dias. A busca frenética pelo fenômeno meteorológico e os comentários nas redes sociais, segundo uma especialista, podem ser consequências da memória do último ciclone que atingiu a região Sul em junho de 2023.
É natural que os estragos causados recentemente na região pelo último ciclone provoquem grande expectativa — e apreensão — nos gaúchos sobre uma possível repetição; mas, segundo a especialista, o evento não ocorrerá novamente.
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Os observadores do MetSul Meteorologia têm informado reiteradamente que o cenário para este fim de semana será muito distinto do ciclone do mês passado. Naquela ocasião, segundo Estael Sias, meteorologista do MetSul, “o ciclone se intensificou sobre a nossa orla e seguiu por horas atuando rente ao litoral, gerando chuva extrema e ventos acima de 100 Km/h.
“Desta vez, o centro de baixa pressão segue o seu caminho normal de oeste para leste e vai dar origem a um ciclone mais distante da costa gaúcha e de menor intensidade que do último mês. Em junho, chuva e vento eram grandes riscos, mas desta vez o perigo maior se concentra na chuva que vai cair com volumes altos em parte do Estado”.

Sias explica que “quando o ciclone estiver se intensificando, e formando um campo de vento mais intenso em torno do seu centro, durante o fim de semana, ele já vai estar se distanciando do continente”. A especialista alerta ainda para temporais neste fim de semana: “A baixa pressão que dará origem ao ciclone, entretanto, vai estar sobre o Rio Grande do Sul entre hoje e amanhã, gerando chuva forte e potencial para temporais isolados que podem causar vento forte em alguns pontos”.
Menos ventos e mais chuvas
De acordo com Estael Sias, o ciclone que está a caminho do Sul do Brasil provocará ventos menos intensos, mas ainda assim com certo potencial destrutivo, porque não será uma brisa suave. Sias explica: “Em Porto Alegre, o vento médio deve ficar entre 50 km/h e 70 km/h no pico. No Litoral Norte, em média, entre 60 km/h e 80 km/h”.
No entanto, desta vez o que deve preocupar os gaúchos será a chuva, isso porque, como afirma Sias, “vai chover muito entre sexta e sábado, saturando o solo de umidade e tornando-o instável, o que favorece quedas de árvores e por consequência problemas para a rede elétrica, mas nada comparado em escala ao evento de junho”.







































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