Novo livro conta a história da prostituição

Autora Kate Lister traça a história do sexo por dinheiro desde 1800 a.C.
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Foto: reprodução do quadro <i>Old Man Beguiled by Courtesans</i>, de Lucas Cranach, o Velho.  (Reprodução:   Wikipedia)
Foto: reprodução do quadro Old Man Beguiled by Courtesans, de Lucas Cranach, o Velho. (Reprodução: Wikipedia)

A primeira narrativa registrada pela humanidade foi o Épico de Gilgamesh, que os babilônios escreveram em tábuas de argila, em 1880 antes de Cristo. Nesse registro, já havia uma prostituta chamada Shamhat. Essa constatação foi feita pela escritora britânica Kate Lister, que vai lançar no fim de outubro seu novo trabalho, Harlots, Whores & Hackabouts: a History of Sex for Sale. (Em tradução livre: “Prostitutas, Rameiras e Assemelhadas: uma História do Sexo à Venda”).

Foto: divulgação.

O jornal The Times teve acesso ao livro e publicou uma resenha assinada por Gerard DeGroot. Em seu bem documentado estudo, Lister conclui que a prostituição sempre existiu, assim como sua má imagem na sociedade. A autora conta o caso exemplar do rei inglês Charles VII, que em 1444 nomeou uma moça chamada Agnès Sorel como sua “amante real”, muito bem paga. Enquanto isso, “mulheres de má reputação” eram cercadas e forçadas a trabalhar em bordéis estatais, com boa parte da renda indo para o governo.

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Foto: reprodução do quadro Salon de la Rue des Moulins, de 1894, pintado por Toulouse-Lautrec

“O que se entende por ‘prostituta’ pode variar consideravelmente”, nota a autora. “Mas, independentemente do modo como [a palavra] é empregada, está emaranhada em suposições sobre a moralidade e o valor de uma mulher.” Dependendo de quem paga, a denominação varia. Os mais ricos pagam uma “amante”, ou uma “cortesã” ou acompanhante. Os mais pobres, compram os serviços de uma meretriz, uma rameira, e assim por diante.

Lupanar em Pompeia. Foto: reprodução Wikipedia.

O livro de Lister começa na Epopeia de Gilgamesh e termina na Declaração dos Direitos das Prostitutas, decidida num congresso mundial em 1985. Entre um ponto e outro, ela passa por retratos da atividade em diversas épocas e lugares: a Grécia clássica, a França do século 19 e a Alemanha nazista. Na Londres medieval, prostitutas eram humilhadas em paradas públicas. Na Bolonha da Renascença, a pena era ter o nariz cortado. Na China de Mao, eram presas em campos de reeducação comunista — onde costumavam ser abusadas sexualmente. Outros, como Napoleão Bonaparte, foram mais tolerantes. Mas essa é uma questão social não resolvida até hoje. Talvez nunca venha a ser.

A autora Kate Lister (Foto: reprodução)

Harlots, Whores & Hackabouts: a History of Sex for Sale, de Kate Lister, estará à venda no dia 26 de outubro.

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