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Venezuela enfrenta apagão elétrico, e governo alega sabotagem

Ministros do ditador Nicolás Maduro repercutiram a suposta ação da oposição, mas não apresentaram provas

Apagão atinge Venezuela nesta sexta-feira, 30
Moradora de Caracas mostra o apagão que atingiu Venezuela nesta sexta-feira, 30 | Foto: Reprodução/Twitter/X

Caracas e outras regiões da Venezuela enfrentaram um apagão na manhã desta sexta-feira, 30. O governo atribuiu a falta de energia à sabotagem pela oposição, sem apresentar provas. O problema afetou, pelo menos, 13 regiões, incluindo Carabobo e Aragua.

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O ditador Nicolás Maduro, em disputa com a oposição sobre o resultado da eleição presidencial de 28 de julho, frequentemente, culpa os rivais por ataques à rede elétrica. Por sua vez, a oposição sempre nega a autoria dos supostos ataques.

De acordo com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, a energia começa a retornar aos poucos, começando por Caracas e obedecendo a “protocolos de segurança”. A informação do político teve veiculação na televisão estatal, às 11h (de Brasília).

Sem provas, governo da Venezuela alega sabotagem

Durante o discurso, Nicolás Maduro mencionou a contestação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante o discurso, Nicolás Maduro mencionou a contestação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todos os 24 Estados relataram perda total ou parcial do fornecimento de eletricidade, afirmou o ministro da Comunicação e Informação, Freddy Ñáñez, na televisão estatal. “Fomos vítimas, mais uma vez, de sabotagem elétrica”, disse Ñáñez, sem apresentar evidências de um ataque deliberado.

Leia também: “Lições da Venezuela”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 232 da Revista Oeste

O ministro também culpou a sabotagem por apagões menores que afetaram alguns estados na terça-feira 27. A oposição não respondeu imediatamente a pedidos de comentário do canal estatal.

Em Caracas, trabalhadores se reuniram do lado de fora de prédios de escritórios na Plaza Venezuela, no centro. “Não sabemos quanto tempo isso vai durar”, disse o faxineiro Bartolo Polanco, que chegou de ônibus de sua casa na cidade satélite de Guarenas e estava esperando do lado de fora com colegas.

Leia mais: “A farsa da Venezuela”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 228 da Revista Oeste

Os serviços de metrô da cidade foram interrompidos e substituídos por mais de 250 ônibus, informou o ministro dos Transportes, Ramón Velásquez.

O apagão também atingiu algumas operações da estatal petrolífera PDVSA, incluindo sua menor refinaria, El Palito, com capacidade de 146 mil barris por dia, e a sede da empresa em Caracas, disseram fontes próximas às operações. A falta de energia não afetou o maior complexo de refino da PDVSA, Paraguaná.

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