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Novo surto de ebola atinge o Congo, confirma OMS

É o terceiro surto do vírus no país desde 2018. O último havia sido encerrado em dezembro do ano passado

ebola

Um novo caso de ebola foi confirmado no noroeste da República Democrática do Congo, na África. Por causa disso, as autoridades sanitárias do país declararam um novo surto da doença, no sábado 23. É o terceiro surto de ebola no país desde 2018. O último havia sido encerrado em dezembro do ano passado.

O caso foi detectado na cidade de Mbandaka, capital da província de Equateur do Congo, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas.

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O paciente, um homem de 31 anos, começou a ter os sintomas em 5 de abril e, depois de mais de uma semana se tratando em casa, buscou assistência no hospital. No dia 21 de abril, ele foi levado a um centro de tratamento intensivo, mas morreu mais tarde, ainda no mesmo dia. Estima-se que pelo menos 100 pessoas tenham tido contato com o paciente.

“O tempo não está do nosso lado”, disse Matshidiso Moeti, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África. “A doença teve um avanço de duas semanas e agora estamos tentando recuperar o atraso.”

A OMS informou que os esforços para conter a doença já estão em andamento em Mbandaka, e que uma campanha de vacinação terá início nos próximos dias.

O último surto (em dezembro de 2021) teve duração de 42 dias. Na ocasião, foram notificados 11 casos (oito confirmados e três prováveis) e seis mortes na província do Kivu Norte. Foi nessa mesma província que ocorreu o surto de 2018, que durou dois anos.

O ebola

O vírus ebola atinge humanos e primatas (macacos, gorilas e chimpanzés) e foi descoberto em 1976, próximo ao Rio Ebola, localizado onde hoje fica a República Democrática do Congo.

O hospedeiro natural do ebola ainda é desconhecido, mas investigadores acreditam que o vírus seja transportado por animais e que os morcegos sejam os hospedeiros mais prováveis.

O ebola é transmitido, principalmente, por contato direto de feridas na pele e mucosas desprotegidas com sangue ou fluidos corporais infectados. Além disso, pelo contato com objetos contaminados, como agulhas e seringas; ou pelo contato com morcegos ou primatas infectados.

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