Número de americanos que se dizem cristãos cai para 64%

Grupos dos cidadãos norte-americanos que declaram pertencer a alguma religião atingiu o nível mais baixo desde 2007
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Em apenas uma década, o número de norte-americanos que se identificam como cristãos passou de 75% para 64%
Em apenas uma década, o número de norte-americanos que se identificam como cristãos passou de 75% para 64% | Foto: Nikko Tame/Pexels

Uma nova pesquisa mostra que o declínio da religião nos Estados Unidos continuou durante a pandemia. Segundo o Pew Research Center, o número de norte-americanos que declaram pertencer a alguma religião atingiu o nível mais baixo desde 2007, quando o primeiro levantamento da série histórica foi feito. É provável que o índice seja o mais baixo de todos os tempos nos Estados Unidos, tradicionalmente um país de ampla maioria cristã.

Em apenas uma década, o número de norte-americanos que se identificam como cristãos passou de 75% para 64%. Agora, 29% dos moradores dos Estados Unidos pertencem à vaga categoria dos nones (não pertencem a um grupo religioso). Dentro dessa categoria, a divisão é entre ateus (4% da população total), agnósticos (5%) e “Nada específico” (20%).

Os dados mostram ainda que a queda recente está concentrada entre os protestantes, que eram 52% da população em 2007 e agora são 40%. O número de católicos tem se mantido relativamente estável (passou de 24% em 2007 para 21% agora). A explicação pode estar na constante chegada de imigrantes latino-americanos, de maioria católica.

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Segundo os novos números, 45% dos norte-americanos oram diariamente, 32% oram semanalmente ou mensalmente, e 22% oram raramente ou nunca. Além disso, 31% dos moradores dos Estados Unidos afirmam ir à igreja pelo menos uma vez por mês (em 2020, eram 33%). 

Embora a tendência de queda já viesse sido registrada, a descoberta feita pelos pesquisadores mostra que a pandemia não tornou os americanos mais religiosos — ao contrário do que parece ter havido em outros momentos de tragédia ou incerteza coletiva, como a Segunda Guerra Mundial e o período logo após os ataques de 11 de Setembro.

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