A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou, nesta terça-feira, 23, a declaração do presidente Donald Trump de que o Brasil não terá sucesso sem o apoio dos Estados Unidos.
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Horas antes, em discurso na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Trump disse que o Brasil deveria se aproximar dos EUA. “Sem nós, eles fracassarão, assim como outros fracassaram”, afirmou o republicano.
Trump foi o segundo chefe de Estado a discursar, seguindo a tradição da ONU. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a sessão, como ocorre todos os anos com chefes de Estado do Brasil, e os EUA discursaram em seguida, na condição de país anfitrião.
A relação conturbada entre Trump e Lula
A relação entre Trump e Lula sempre foi marcada por desconfiança e críticas mútuas. Quando Lula reassumiu a Presidência, em 2023, Trump, ainda fora da Casa Branca, criticou a falta de lisura das eleições brasileiras e manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já no governo, Lula passou a adotar uma política externa que prioriza o fortalecimento do Brics e a aproximação com China, Rússia, África do Sul e Índia, além de defender reformas na governança global que reduzam o peso dos Estados Unidos.
As tensões também se refletem em agendas multilaterais. Lula pressiona por mudanças no Conselho de Segurança da ONU e critica sanções econômicas lideradas pelos EUA contra países aliados do Brasil. Trump, por sua vez, acusa Lula de enfraquecer a posição ocidental ao dar espaço a regimes considerados hostis a Washington.
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