O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou dois discursos realizados durante as comemorações do 250º aniversário da Independência norte-americana para reforçar críticas ao comunismo, à imigração e aos democratas “progressistas”. As manifestações ocorreram em momentos distintos: na sexta-feira 3, no Monte Rushmore, em Keystone, Dakota do Sul, e no sábado 4, durante o evento oficial no National Mall, em Washington.
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Na sexta-feira, véspera do Dia da Independência, Trump afirmou que os norte-americanos precisam proteger as liberdades idealizadas pelos fundadores do país há 250 anos diante do que classificou como uma ameaça comunista.
“Estamos diante do monumento desses heróis, um verdadeiro grupo de pessoas extraordinárias, e nos dedicamos novamente a ser uma nação tão grande, ousada, nobre e grandiosa quanto esses gigantes norte-americanos”, disse Trump. “Isso não é fácil de fazer, mas nós vamos conseguir.”
Concluído em outubro de 1941, o Memorial Nacional do Monte Rushmore é uma escultura em granito esculpida pelo dinamarquês-norte-americano Gutzon Borglum e finalizada por seu filho, Lincoln Borglum.
As esculturas têm cerca de 18 metros de altura e representam as cabeças de quatro presidentes dos Estados Unidos: George Washington (1789–1797), Thomas Jefferson (1801–1809), Theodore Roosevelt (1901–1909) e Abraham Lincoln (1861–1865).
Diante das esculturas, em seu discurso, Trump afirmou na sequência que o país enfrenta um novo risco ideológico. “Agora há um ressurgimento da ameaça comunista em nossa terra, inclusive vindo de recém-chegados ao nosso país que abraçam ideias totalmente opostas ao nosso modo de vida e ao nosso grande sucesso”, observou. “Não vamos permitir que isso aconteça.”
O presidente dos EUA também associou sua retórica anticomunista ao tema da imigração, ao sustentar que parte dessa ameaça vem de imigrantes recém-chegados e defender sua expulsão.
“Resolvemos e juramos, para que todos ouçam, que os cidadãos dos Estados Unidos da América derrotarão o comunismo rapidamente”, afirmou o republicano. “Nós os enviaremos embora rapidamente e continuaremos a construir nosso país maior, melhor e mais forte do que nunca. A América nunca será um país comunista.”
Logo depois, Trump relacionou o tema às eleições legislativas de meio de mandato. “Só podemos perder as eleições de meio de mandato se permitirmos que nós mesmos as percamos.”
O pronunciamento ocorreu em um momento de preocupação entre republicanos com a disputa pelo controle do Congresso nas eleições de novembro, em meio à inflação persistente, aos preços elevados dos combustíveis desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã e ao avanço de candidatos ditos progressistas.
Na semana anterior, quatro candidatos desse campo político — três deles socialistas democráticos — venceram disputadas prévias democratas na cidade de Nova York e no Colorado. Candidatos de oposição também conquistaram vitórias em Kentucky, Nova Jersey, Ohio, Pensilvânia e Texas.
Trump define EUA como a terra da liberdade
Já no sábado, durante o evento oficial do Dia da Independência, em Washington, Trump voltou a exaltar a história do país e a defender o que chamou de “excepcionalismo” norte-americano. “Esta é a terra da liberdade. Vida longa à causa da Independência.”
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As celebrações em Washington foram marcadas por sucessivos atrasos provocados pelas condições climáticas. Ao longo do discurso, Trump voltou a atacar o comunismo, classificando-o como um “câncer”. “Tem que arrancar pela raiz.” Ele também afirmou que a bandeira norte-americana derrotou o comunismo no passado e voltará a fazê-lo, se necessário. “As estrelas e as listras venceram a foice e o martelo comunistas uma vez e voltarão a vencê-los, se preciso.”
O presidente norte-americano ainda retomou outras bandeiras de seu governo, como a defesa da proibição do voto por correspondência, chamou ao palco veteranos de guerra e astronautas e mencionou o conflito com o Irã, ao ressaltar o que viu como uma vitória de seu país. “Os EUA afundaram toda a marinha iraniana.”
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