Óculos alemães prometem ajudar cegos a ‘enxergar’

Aparelho é da Universidade Tecnológica de Munique
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Voluntário dos testes envolvendo os óculos alemães | Foto: Reprodução/Zahn, Khan et al
Voluntário dos testes envolvendo os óculos alemães | Foto: Reprodução/Zahn, Khan et al

Óculos desenvolvidos pela Universidade Tecnológica de Munique, na Alemanha, prometem ajudar cegos a “enxergar”, por meio de tecnologia infravermelha. Os detalhes do aparelho constam em um estudo científico de acadêmicos da instituição. Publicado em pré-print em 12 de janeiro deste ano, o material aguarda aprovação de outros cientistas da área.

O aparelho promete a deficientes visuais a possibilidade de enxergar, graças a uma câmera 3-D com feedback háptico (termo que designa o tato) e um bracelete, que conta com 25 atuadores (dispositivos que produzem movimento). Os atuadores vibram quando o usuário chega perto de objetos. Quanto mais próximo ele estiver, maior será a vibração, que criará uma “imagem” na câmera instalada.

Há, ainda, o benefício adicional de os óculos não precisarem de fones de ouvido, ou headsets.

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“Atualmente, a ferramenta mais comum disponível para esse público é a bengala”, observaram os coautores do estudo, Manuel Zahn e Armaghan Ahmad Khan, em nota. “Apesar de a bengala permitir uma boa detecção de objetos na área imediatamente ao redor de seus usuários, ela não tem a capacidade de encontrar obstáculos mais distantes”, constataram os especialistas.

No teste do sistema, que envolveu cinco voluntários, nenhum deles bateu nos obstáculos posicionados nos caminhos que percorreram. Depois de duas ou três tentativas, os deficientes visuais começaram a andar mais rapidamente. Conforme os autores da pesquisa, o sistema exibiu 98% de precisão. Não só ninguém cometeu erros, como, depois de duas ou três tentativas, os voluntários começaram a percorrer o trajeto mais rapidamente.

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2 comentários Ver comentários

  1. Brilhante!

    Se até os carros já conseguem “enxergar” por onde andam, essa solução para cegos era até previsível.

    O princípio é decodificar a informação espacial para um dos sentidos que o cego ainda possui. A informação espacial pode vir de sensores de distância (infravermelho, ultrassom, ou mesmo de visão computacional). Com treinamento neural do deficiente visual, ele substituirá a visão por essa nova forma de “enxergar”. Em compensação, ele passará a ser dependente dessa tecnologia. Uma bengala é bem mais fácil de ser improvisada. Se a bateria descarregar, ele ficará imobilizado. Uma solução para o problema da bateria é o que chamam de “energy harvesting”. Coletar e armazenar, continuamente, energia de ondas eletromagnéticas de celular e WiFi para servir como fonte de emergência.

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