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Trump mostra o cartão de visitas ao Congresso: fim da tirania woke, tarifas recíprocas e acordo com a Ucrânia

Oeste transmitiu ao vivo o discurso do presidente dos EUA, que durou 1 hora e 40 minutos

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez seu primeiro discurso ao Congresso na noite desta terça-feira, 4. Em pronunciamento forte, que se estendeu por 1 hora e 40 minutos, o republicano destacou os avanços obtidos nas primeiras semanas de mandato.

Logo no começo, Trump citou o fortalecimento da segurança pública por meio das deportações de imigrantes ilegais, ressaltou a ideia de redefinir do Golfo do México como Golfo da América e mencionou a decisão estratégica de retirar os EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Ao falar sobre política internacional, Trump revelou ter recebido uma carta do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que manifestou interesse em retomar as negociações para o fim do conflito no Leste Europeu. A expectativa é que o acordo entre Kiev e Washington seja concretizado nos próximos dias.

Democrata boicota Trump

A cerimônia teve momentos de turbulência, especialmente quando um grupo de democratas, incluindo o deputado Al Green, do Texas, tentou interromper o discurso de Trump. Como resultado, o parlamentar foi removido da sessão pelo presidente da Câmara, Mike Johnson. Apesar das tentativas de tumultuar o discurso, Trump manteve o tom e expôs as falhas da administração de Joe Biden, a quem considera o pior presidente da história dos EUA.

Com apelo patriótico, Trump reafirmou o compromisso de restaurar a grandeza norte-americana. Entre suas propostas, destacou o fortalecimento do controle estratégico sobre o Canal do Panamá e uma possível incorporação da Groenlândia ao território norte-americano — medidas que reforçariam a influência e a segurança dos Estados Unidos no cenário global.

O presidente fez questão de ressaltar a presença de Elon Musk nas galerias do Capitólio. No discurso, Trump enalteceu principalmente o trabalho do empresário à frente do Departamento de Eficiência Governamental (Doge). Sob a liderança de Musk, o departamento tem desburocratizado a máquina pública e promovido inovações.

Em outro momento, Trump reforçou a ideia de levar os Estados Unidos ainda mais longe. Disse até que sua administração colocará a bandeira norte-americana em Marte. A plateia, dividida entre republicanos e democratas, aplaudiu a declaração do presidente.

Fim da tirania da diversidade

O presidente também usou a tribuna do Capitólio para rechaçar as políticas de diversidade promovidas durante a gestão Biden.

“Acabamos com a tirania da chamada política de diversidade, equidade e inclusão de todo o governo federal”, comunicou o republicano. “Nosso país não será mais woke.”

Ao se qualificar como defensor incansável dos interesses norte-americanos, Trump reafirmou o compromisso com uma política comercial forte e justa. Em seu discurso, enfatizou a imposição de tarifas recíprocas como resposta às práticas abusivas de países que prejudicam a economia dos EUA. “Fomos explorados por décadas, mas isso acaba agora”, salientou o republicano.

O Brasil foi um dos países citados por suas tarifas desproporcionais sobre produtos norte-americanos, ao lado da União Europeia, China, Índia, México e Canadá.

A partir de 2 de abril, entrará em vigor a política de tarifas recíprocas. “Se impuserem barreiras comerciais, retribuiremos na mesma moeda”, afirmou Trump, ao arrematar o assunto. “Nossa prioridade é proteger o trabalhador norte-americano e restaurar nossa força econômica.”


Oeste transmitirá o primeiro discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Congresso. A cobertura especial ocorre nesta terça-feira, 4, a partir das 22h30, no YouTube. A live será conduzida por Paula Leal, com comentários de Adalberto Piotto, Ana Paula Henkel e Ivan Kleber.

O pronunciamento de Trump é aguardado com grande expectativa, porque o republicano volta à Casa Branca em meio a um cenário de desafios internos — como a reindustrialização do país — e externos, como o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A pauta deve incluir temas como segurança nacional, economia, imigração e relações internacionais, além de possíveis menções às tensões políticas e à condução do país nos últimos anos.

As prioridades de Trump

A política econômica de Trump, marcada por cortes de impostos e incentivo à produção nacional, deve ser um dos pontos centrais do discurso. A promessa de fortalecer a indústria norte-americana e reduzir a dependência da China são temas de interesse tanto para investidores quanto para trabalhadores. Além disso, a política migratória e as relações com aliados estratégicos, como Israel e Brasil, devem figurar entre as declarações do presidente.

A transmissão de Oeste analisará o impacto do pronunciamento e as implicações de suas propostas para o cenário geopolítico global.

Para assistir ao discurso de Trump, basta acessar o canal da Revista Oeste no YouTube.

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5 comentários
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Sei que é difícil, mas o pessoal da OESTE deve informar detalhes da política econômica de Trump, principalmente em relação as tarifas, quais os setores e produtos serão atingidos. A política tafifária esta presente faz tempo em vários países e serve para equilibrar contas externs, balança comercial etc. O pessoal está surpreso, mas é assim mesmo e só agora perceberam que os EUA está passando por uma reforma onde os gastos devem ser para melhroar a economia interna e financiar e investir em ações concretas e não para sustentar guerras que os EUA não necssitam participar. Se a tequila e os carros do canadá sentirão o baque… as empresas americanas preencherão o mercado que perderam internamnte a nível mundial nos últimos 30 anos. Então, detalhar melhor é importante.

  2. Mauro Faldini
    Mauro Faldini

    O Alexandre de Morais deve estar orgulhoso: ontem ele foi citado no discurso do Trump no Congresso americano que prometeu que os EUA não vão se ajoelhar perante nenhum juíz do mundo

  3. Ralf Pol
    Ralf Pol

    Bombas atômicas na cabeça da extrema esquerda, que nunca se conformou com a mínima possibilidade de estar errada, em seu mundinho de certezas!!!
    Aguardando os posts tradicionalmente sábios e cordiais de Léo e Antônio…

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