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ONU: 14 mil pessoas foram presas no Irã desde início de protestos

Balanço das Nações Unidas também informa que 277 pessoas foram mortas nas últimas seis semanas

Irã
Protestos começaram há dois meses, depois da morte de jovem presa por não usar véu islâmico | Foto: Reprodução/YouTube

Desde setembro, quando começou uma onda de protestos no Irã, cerca de 14 mil pessoas foram presas e pelo menos 277 foram mortas, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relator especial sobre a situação dos direitos humanos na República Islâmica do Irã, Javaid Rehman, disse na quarta-feira, que “nas últimas seis semanas, milhares de homens, mulheres e crianças — segundo alguns relatos, mais de 14 mil pessoas — foram presos”. Entre essas pessoas, estão “defensores de direitos humanos, estudantes, advogados, jornalistas e ativistas da sociedade civil”.

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Em um discurso ao Conselho de Segurança da ONU, Rehman disse que a “resposta violenta inabalável das forças de segurança” no país levou à morte de pelo menos 277 pessoas nesse período de seis semanas.

Rehman também fez referência à decisão do Irã de realizar julgamentos públicos para mil pessoas presas por envolvimento com os protestos, observando que algumas das acusações levam à pena de morte. Segundo a mídia estatal iraniana — porta-voz do governo —, essas mil pessoas foram indiciadas na Província de Teerã e poderão ter um julgamento público.

As manifestações foram iniciadas em razão da morte de Mahsa Amini, uma mulher curdo-iraniana de 22 anos, dentro de uma prisão iraniana, em 16 de setembro. Ela foi detida porque usava o véu islâmico de forma inapropriada. As autoridades disseram que ela morreu de causas naturais. A família, no entanto, garante que foi assassinada.

Com esse estopim, os protestos em todo o Irã se uniram em torno de uma série de queixas contra o regime. Cada vez mais, ativistas e especialistas estão caracterizando os protestos como uma revolta nacional e um dos maiores desafios para o regime iraniano desde sua fundação.

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1 comentário
  1. Paulo
    Paulo

    Daqui a pouco chega por aqui essas prisões arbitrárias e julgamentos em massa, aliás o Xandão já está nesse caminho a passos largos!

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