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ONU acusa Rússia de cometer crime contra humanidade por deportação de crianças ucranianas

Relatório da comissão internacional indica responsabilidade do presidente Vladimir Putin nas transferências de menores

O presidente Russo
Autoridades ucranianas afirmam que a Rússia levou cerca de 20 mil crianças para seu território e para Belarus | Foto: Divulgação/Kremlin

Uma comissão internacional de inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que a deportação e a transferência de crianças ucranianas pela Rússia constituem crimes contra a humanidade. A informação é da agência Reuters e consta em relatório divulgado nesta terça-feira, 10.

O documento investiga a remoção de menores de idade de territórios ocupados pela Rússia desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022. Segundo a comissão, as ações tiveram caráter generalizado e seguiram um padrão organizado.

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Autoridades ucranianas afirmam que a Rússia levou cerca de 20 mil crianças para seu território e para Belarus. Em alguns casos, segundo Kiev, as autoridades submeteram menores a programas de reeducação, treinamento militar ou outras formas de integração forçada.

Investigação da ONU detalha deportação de crianças da Ucrânia

A comissão da ONU analisou casos que envolvem mais de 1,2 mil crianças de cinco regiões da Ucrânia. O relatório revela que cerca de 80% delas ainda não retornaram às famílias.

A investigação reuniu milhares de documentos, contribuições de organizações de direitos humanos e mais de 200 entrevistas. Entre os depoimentos estão familiares de crianças desaparecidas e menores que conseguiram voltar ao país.

Segundo o relatório, as transferências partiram de diferentes localidades em territórios ocupados pela Rússia. A comissão afirma que a repetição do padrão indica uma política estruturada de remoção de crianças.

O Tribunal Penal Internacional já emitiu mandados de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, e outras cinco autoridades russas. As acusações envolvem deportação ilegal de menores ucranianos.

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O governo russo nega irregularidades. Moscou afirma que as transferências ocorreram para retirar civis de áreas de combate e garantir segurança às crianças.

A comissão apresentará o relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra na próxima quinta-feira, 12.

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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o documento reforça a necessidade de aumentar a pressão internacional para garantir o retorno das crianças.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Não restam dúvidas que este marginal do Putin deve estar treinando estas crianças e adolecentes para alistá-los no exercito para que sirvam de bucha de canhão para os russos.

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