ONU: forças de segurança de Maduro cometeram crimes contra a humanidade

Relatório de painel de investigação da entidade afirma que Exército, polícia e inteligência cometeram execuções extrajudiciais.
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Forças de segurança de Maduro executaram dezenas de oposicionistas, segundo a ONU | Foto: Пресс-служба Президента Российской Федерации/WIKIMEDIA COMMONS
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Relatório de painel de investigação da entidade afirma que Exército, polícia e inteligência cometeram execuções extrajudiciais

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Forças de segurança de Maduro executaram dezenas de oposicionistas, segundo a ONU
Foto: Пресс-служба Президента Российской Федерации/WIKIMEDIA COMMONS
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Forças de segurança da Venezuela e grupos aliados ao presidente Nicolás Maduro cometeram violações aos direitos humanos, como assassinatos e tortura que constituem crimes contra a humanidade, de acordo com investigadores da Organização das Nações Unidas.

Segundo apurado pela ONU, há motivos para acreditar que Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa ordenaram ou ajudaram em crimes que estão no relatório com o intuito silenciar a oposição.

A maior parte das execuções ilegais não foi julgada em processos penais e os oficiais responsáveis nunca foram levados à justiça.

Para a ONU, o Tribunal Penal Internacional deveria considerar abrir um processo por crimes contra a humanidade. As Nações Unidas se disponibilizaram a compartilhar seu banco de dados com os nomes dos agentes identificados pelas vítimas.

“A missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que as autoridades venezuelanas e as forças de segurança planejaram e executaram desde 2014 graves violações aos direitos humanos, algumas das quais —incluindo assassinatos arbitrários e o uso sistemático de tortura — constituem crimes contra a humanidade”, observou a presidente do painel de investigação da ONU Marta Valinas em comunicado.

“Longe de serem atos isolados, esses crimes foram coordenados e praticados de acordo com as políticas do Estado, com o conhecimento ou apoio direto de comandantes e altos funcionários do governo”, afirmou Marta Valinas.

O painel chegou à conclusão de que oficiais do Exército, polícia e inteligência cometeram execuções extrajudiciais, e citaram também o ex-chefe do Serviço Nacional de Inteligência, General Christopher Figuera.

Criado pelo Conselho de Direitos Humanos para investigar violações desde 2014, o painel não obteve acesso à Venezuela. Mais de 5 milhões de pessoas já fugiram do país, que enfrenta uma crise política, social e econômica sem precedentes.

O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas em Genebra, Jorge Valero, garantiu ao fórum nessa terça-feira, 15 que o governo coopera com o escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Segundo o embaixador, as últimas sanções impostas pelo governo Trump estão “causando sofrimento e morte ao povo venezuelano”. Os Estados Unidos, junto com dezenas de outros países, reconheceram o oposicionista Juan Guaido como o legítimo presidente interino da Venezuela.

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3 comments

  1. Esse Ditador, vagabundo, ladrão, amigo dos PeTralhas, deve ser julgado, preso para sempre ou enviado a uma cadeira elétrica, por seus diversos crimes contra a humanidade.

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