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Líder da oposição na Venezuela critica 'falta de respeito' de Lula por sugerir novas eleições

Para María Corina Machado, vontade do povo venezuelano tem de ser respeitada

Presidente Lula sugeriu que novas eleições fossem realizadas na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter
Presidente Lula sugeriu que novas eleições fossem realizadas na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, rejeitou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de realizar novas eleições no país. Ela classificou a sugestão do petista como uma “falta de respeito”.

“A eleição já aconteceu”, respondeu Machado ao ser questionada por jornalistas chilenos e argentinos sobre a ideia de Lula para resolver o impasse político no país.

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“Eu pergunto: vamos para uma segunda eleição e, se não gostarem do resultado, iremos para uma terceira, quarta, quinta?”, questionou. “Até que o presidente Nicolás Maduro goste dos resultados? Vocês aceitariam isso em seus países, que, se o resultado não for satisfatório, repitam a eleição?”

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“Nós participamos da eleição seguindo as regras da tirania”, acrescentou. “Muitos me disseram que éramos loucos, que correríamos riscos e que haveria uma fraude monumental que não poderíamos provar. Algumas pessoas foram mortas ou estão hoje presas, escondidas ou tiveram que fugir do país.”

Ela prosseguiu: “Não reconhecer o que aconteceu em 28 de julho, para mim, é uma falta de respeito com os venezuelanos, que deram tudo de si e expressaram sua soberania popular.”

Lula defende nova eleição na Venezuela

Lula sugeriu a repetição das eleições durante uma entrevista à rádio T FM, do Paraná, e disse que ligaria para o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Governo Lula se prostra diante de fraude eleitoral na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter
Governo Lula defende novo pleito em meio à fraude eleitoral na Venezuela | Foto: Reprodução/X/Twitter

“Se [Maduro] tiver bom senso, ele poderia fazer uma conclamação ao povo da Venezuela, quem sabe até convocar novas eleições, estabelecer um critério de participação de todos os candidatos, criar um comitê eleitoral suprapartidário, que participe todo mundo, e deixar que entrem olheiros do mundo inteiro para ver as eleições”, disse Lula.

Há dois dias, fontes do governo brasileiro informaram ao jornal Valor Econômico que o Itamaraty estava considerando propor novas eleições na Venezuela.

Também nesta quinta-feira, 15, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apoiou a ideia de novas eleições no país. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro foi reeleito com 52% dos votos, mas as atas eleitorais não foram divulgadas. O órgão alega que o sistema foi hackeado.

Leia também: “Presidente da Colômbia propõe solução para crise na Venezuela”

A oposição venezuelana afirma ter vencido as eleições com base na contagem das atas eleitorais, que teriam obtido por meio de representantes em cada local de votação.

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4 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Alô Flávio Bolsonaro: prometestes lutar para implementar o COMPROVANTE IMPRESSO DO VOTO. Torço para ocorrer antes de 2026 para que essa esquerda maldita seja varrida do cenário brasileiro.

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Deveria ter novas eleições é aqui no Brasil. Mas com urnas que imprimam o voto computado, e que assim possa ser auditado… Dai que ver se o véio-canabrava ganharia….

  3. Rômulo Eustaquio Braga
    Rômulo Eustaquio Braga

    Estamos precisando de algumas “Corina Machado” aqui no Brasil pra resgatar a dignidade política dessa nação …..

  4. Júlio César Dinelli Magnani
    Júlio César Dinelli Magnani

    Esse ex presidiário não tem um o mínimo de vergonha na cara suja dele. Faça o que mando, mas não faça o que faço. Primeiro, é insano dar a idéia de fazer uma nova eleição, onde o mundo não reconhece a vitória do ditador genocida. Segundo, com tudo que presenciamos no processo eleitoral não fosse imoral, ilegal e vergonhoso, não deveria ter uma nova eleição? Urna com voto impresso era uma bandeira, inclusive da esquerda, anos passados, como de alguns ministros, isso? Corrijam se estiver equivocado. Aí veio o sistema e desdisse tudo. Teve ministro fazendo lobby no congresso. Ministros viajaram para palestrar e mentir sobre a urna, dizendo que a oposição queria voltar ao passado, com votação com cédula de papel. Tudo cronologicamente programado, obviamente. Veio o vaza jato, não por coincidência, e “quebraram” o cadeado da cadeia e libertaram o então presidiário. O amor venceu. Quanta vergonha.

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