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Oposição denuncia manutenção de presos políticos na Venezuela

Número de libertos é menor que o anunciado pelo regime e aponta falta de transparência, más condições carcerárias e mortes sob custódia do Estado

María Corina Machado e Edumundo González são líderes da oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/Twitter/X
María Corina Machado e Edumundo González são líderes da oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/X

A comunicação oficial da oposição na Venezuela questionou a efetividade do anúncio do regime chavista sobre a libertação em massa de presos políticos. Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira, 13, ainda não há evidências de que a medida, anunciada há cinco dias, esteja sendo cumprida nos termos divulgados pelas autoridades.

De acordo com o regime, 116 presos teriam sido libertados até esta segunda-feira, 12. No entanto, organizações de direitos humanos afirmam ter conseguido confirmar apenas 56 liberações até o meio-dia desta terça-feira. O número representa menos de 5% do total estimado de mais de mil pessoas que seguem presas por motivos políticos no país.

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O comunicado afirma ainda que a maioria dos libertados continua submetida a medidas cautelares consideradas abusivas e denuncia a falta de transparência no processo, com a ausência de listas oficiais e de comunicação prévia aos familiares. Parentes de detentos, segundo o texto, permanecem acampados em frente a centros de detenção, à espera de informações, em condições precárias e com riscos à saúde.

Presos políticos na Venezuela não recebem atendimento médico

A Vocería Oficial também acusa o governo bolivariano de ignorar apelos de organizações venezuelanas e internacionais de direitos humanos. “Não há conhecimento de nenhuma melhora nas condições de vida dos presos políticos que permanecem detidos, nem mesmo daqueles que sofrem de doenças graves.”

O comunicado cita a morte de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, que morreu sob custódia depois de uma crise de hipertensão sem atendimento adequado. Segundo a nota, ele é o oitavo preso político a morrer sob custódia do Estado desde as eleições de 28 de julho de 2024. O texto lista outros sete nomes de detentos que teriam falecido no mesmo período.

Ao final, a Vocería afirma que “cada dia de prisão conta” e sustenta que não pode haver transição política nem liberdade na Venezuela enquanto houver presos por razões políticas. “Nossa reivindicação permanece a mesma, única, clara e inegociável: a libertação imediata, completa, incondicional e verificável de todos os presos políticos.”

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