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Oposição exige novas eleições na Venezuela

O ex-candidato Edmundo González gravou vídeo na Espanha para apoiar o plano de transição democrática desenhado por María Corina Machado

Antes mesmo da formalização da proposta no Parlamento, autoridades venezuelanas já haviam iniciado a liberação de detentos | Foto: Reprodução/Pexels venezuela
As forças democráticas venezuelanas fecharam um roteiro político único durante uma reunião de cúpula realizada no Panamá | Foto: Reprodução/Pexels

O ex-diplomata venezuelano Edmundo González Urrutia defendeu a realização de novas eleições presidenciais na Venezuela para consolidar o retorno do país à democracia. O opositor gravou uma mensagem em vídeo diretamente de seu exílio na Espanha neste sábado, 30. O líder político manifestou apoio público à estratégia de transição desenhada pela vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, logo que o ex-ditador Nicolás Maduro acabou preso por militares norte-americanos no início deste ano.

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As forças democráticas venezuelanas fecharam um roteiro político único durante uma reunião de cúpula realizada no Panamá. María Corina Machado assinou uma carta oficial ao término do encontro para exigir a abertura imediata de negociações com a administração interina do país sul-americano. A meta do grupo é organizar uma votação livre, transparente e soberana para substituir o vácuo de poder deixado com a saída do antigo chefe do regime chavista.

Ditador escondeu atas de votação para simular vitória

Edmundo González disputou o pleito de julho de 2024 como o candidato oficial do grupo depois de a ditadura barrar e inabilitar María Corina. O Conselho Nacional Eleitoral proclamou a vitória de Maduro para um terceiro mandato consecutivo sem publicar as atas detalhadas de apuração em seu site oficial. O regime usou a desculpa falsa de que os computadores sofreram um ataque hacker para esconder o resultado real das urnas eletrônicas. Para organismos internacionais, o opositor foi o verdadeiro vencedor do pleito.

A oposição venezuelana recolheu e divulgou na internet cópias de mais de 80% das atas impressas pelas seções eleitorais, comprovando a vitória esmagadora de González. O ex-diplomata precisou fugir para a Europa em setembro de 2024 para escapar de um mandado de prisão por motivação política. O político declarou que se considera o guardião do voto popular e que apoiar o novo processo eleitoral é a única forma de honrar a liberdade do povo.

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