A ditadura da Nicarágua precisa chegar ao fim. Esta é a mensagem principal presente na resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgada nesta sexta-feira, 23.
No documento, a OEA pede o retorno de processos democráticos ao país da América Central, que está sob comando do ditador Daniel Ortega. Ele é o presidente nicaraguense desde janeiro de 2007.
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A resolução contra a ditadura da Nicarágua se deu de forma consensual entre os países membros do grupo — do qual o Brasil faz parte — durante a assembleia-geral desta sexta-feira. No site da entidade, afirma-se que há 35 integrantes, incluindo a própria Nicarágua.
O material contra Ortega cobra a adoção de séries de medidas. Entre os pontos levantados pela OEA está o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão.
“Pedimos que pare toda violação dos direitos humanos e respeite os direitos civis e políticos, como as liberdades religiosas e o Estado de Direito”, afirma a OEA, em trecho da resolução, informa o site G1. “E que o governo nicaraguense se abstenha de toda forma de intimidação e assédio contra jornalistas, meios de comunicação, comunidades religiosas e organizações não governamentais, respeitando seu direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica.”
A posição oficial por parte da OEA frustra as expectativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em texto na última semana, a equipe do petista classificou como “supostas” as denúncias violações aos direitos humanos no país centro-americano. Além disso, os petistas citaram “profunda preocupação” com o futuro relatório sobre a ditadura nicaraguense.
Ditadura da Nicarágua age até contra a Igreja Católica

Sob comando de Ortega, a ditadura da Nicarágua atua em diversas frentes. Somente nos últimos meses, o regime fechou o serviço da Cruz Vermelha no país e, além disso, partiu para o ataque contra a Igreja Católica. O bloqueio de contas bancárias de dioceses e o controle de uma escola religiosa foram, por exemplo, algumas ações do ditador.
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