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Otan esvazia base na Alemanha por ameaça de ataque

Serviço de Inteligência evacua centro de operações; russos são principais suspeitos

Um caminhão de bombeiros está no portão principal, depois que a base aérea da Otan na cidade alemã de Geilenkirchen elevou seu nível de segurança 'com base em informações de Inteligência' | Foto: Thilo Schmuelgen/Reuters
Um caminhão de bombeiros está no portão principal, depois que a base aérea da Otan na cidade alemã de Geilenkirchen elevou seu nível de segurança 'com base em informações de Inteligência' | Foto: Thilo Schmuelgen/Reuters

Militares evacuaram uma base aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na Alemanha, nesta última quinta-feira, 22.

A ação ocorreu em razão de uma “ameaça potencial”, segundo avaliação dos serviços de Inteligência no local. Os russos seriam os principais suspeitos. 

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A Otan emitiu comunicado informando que, por enquanto, enviou funcionários não essenciais para casa como medida de precaução. Somente agentes que executam serviços pontuais continuam na unidade. 

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O centro de operações que seria alvo do ataque fica na cidade de Geilenkirchen, no oeste da Alemanha. O local abriga, principalmente, aeronaves de vigilância. 

Na semana passada, segundo a aliança militar, houve uma tentativa de invasão a esta base. Como prevenção, militares determinaram a realização de uma varredura completa nas instalações.

Otan investiga contaminação em Colônia

Além disso, no mesmo dia, a organização acionou alerta para a base de Colônia, a 90 km de Geilenkirchen. O alerta foi feito em decorrência de uma suspeita de sabotagem no abastecimento de água.

Autoridades alemães fizeram coletas de amostras e, pouco tempo depois, emitiram nota descartando qualquer indício de contaminação.

Cidade de Colônia, no oeste da Alemanha
Arrasada na Segunda Guerra Mundial, a cidade de Colônia, no oeste alemão, volta a ser motivo de preocupação para a Otan | Foto: Fábio Bouéri/Revista Oeste

Nos últimos anos, a Otan vem monitorando uma suposta campanha de atividades hostis por parte da Rússia. Ataques cibernéticos, aliás, fariam parte dessas atividades. 

Neste ano, o secretário-geral da Organização, Jens Stoltenberg, disse que os militares identificaram um aumento no padrão de ameaças.

Segundo ele, isso indicaria que a Inteligência russa estava mais ativa. A Otan, inclusive, estuda o aumento de armas nucleares contra o governo de Vladimir Putin.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que os militares identificaram um aumento no padrão de ameaças
Pelo padrão das ameaças, Rússia estaria por trás dos riscos de ataque, diz o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg | Foto: Wikimedia Commons

Russos falam em segurança nacional

A Rússia, por sua vez, acusa regularmente a Otan de ameaçar a sua segurança. Em julho deste ano, por exemplo, o governo comunista afirmou que avalia medidas para “contra-atacar a séria ameaça” da Otan.

À época, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, manifestou preocupação com o posicionamento da aliança em favor da Ucrânia, que desde 2022 está em conflito com a Rússia por razões territoriais.

Conforme disse Peskov, a Otan representa uma ameaça muito séria para a segurança nacional e, assim, seria necessário “adotar medidas eficazes para contra-atacar”.

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