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Otan vai investir US$ 1,2 bilhão em armas com alto poder destrutivo

Conflito entre Rússia e Ucrânia faz Organização do Tratado do Atlântico Norte começar sua maior série de exercícios militares desde a Guerra Fria

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Otan é uma aliança militar que reúne 31 países | Foto: Divulgação/Otan/Norwegian Armed Forces

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assinou contratos de US$ 1,2 bilhão (R$ 5,9 bilhões, na cotação atual) para a compra de mais de 200 mil projéteis de alto calibre e poder destrutivo nesta terça-feira, 23.

Otan é uma aliança militar que reúne 31 países. O objetivo da compra é abastecer as reservas esgotadas pela ajuda fornecida à Ucrânia nos últimos anos por causa da guerra com a Rússia, segundo uma fonte próxima às negociações revelou à agência AFP.

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Os equipamentos serão fornecidos por uma empresa francesa e uma alemã. Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, disse que “é importante que os aliados da Otan reabasteçam suas reservas, para a continuidade do apoio a Kiev”.

Otan começa a maior série de exercícios militares desde a Guerra Fria

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Mais de 90 mil soldados estarão envolvidos nos novos treinos militares da Otan | Foto: Reprodução/YouTube/NATO

A Organização do Tratado do Atlântico Norte reforçou seu flanco leste como forma de dissuadir a Rússia recentemente, segundo o jornal Gazeta do Povo. Neste mês, a aliança militar anunciou que vários países membros assinaram contratos para a compra de até mil mísseis antiaéreos Patriot.

Nesta semana, a Otan vai começar a maior série de exercícios militares desde a Guerra Fria: mais de 90 mil soldados estarão envolvidos durante meses, segundo o comandante-geral da organização na Europa, o general Christopher Cavoli.

Quarenta e cinco equipes de atiradores de elite de muitos aliados e parceiros da Otan experimentam as armas uns dos outros durante a Competição Europeia da Melhor Equipe de Atiradores de Elite de 2023 | Foto: Divulgação/Otan

A operação foi apelidada de Steadfast Defender 24 (“Defensor Firme 24”, em tradução livre). A Organização do Tratado do Atlântico Norte já realizou essa operação antes e retorna à medida porque a guerra da Rússia contra a Ucrânia ganhou novas proporções, com a intensificação dos ataques de Moscou contra grandes cidades do país vizinho.

Embora a Otan não esteja diretamente envolvida no conflito, o presidente Volodymyr Zelensky busca mostrar apoio ao seu governo desde o início da guerra, com diferentes países da aliança militar.

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