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Países árabes pedem que Hamas entregue armas e deixe o governo em Gaza

Documento assinado na ONU com anuência de 17 países da União Europeia e da Liga Árabe tem objetivo de debater a existência de Estado da Palestina

Hamas negociações cessar-fogo
Soldados do grupo terrorista Hamas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Uma declaração aprovada nesta terça-feira, 29, durante conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, obteve o respaldo de 17 países, da União Europeia e da Liga Árabe. O documento pede que o Hamas entregue suas armas e encerre sua administração na Faixa de Gaza, com o objetivo de promover um Estado da Palestina soberano e independente.

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Catar, Arábia Saudita e Egito estão entre os países árabes que apoiaram a iniciativa, os quais também repudiam os ataques promovidos pelo grupo terrorista contra Israel em outubro de 2023. Segundo o texto, é fundamental que o Hamas deixe o controle da região e transfira a titularidade para a Autoridade Palestina, com apoio internacional.

Repercussão da posição dos países árabes sobre Hamas e Gaza

Onu
Bandeira da ONU | Foto: Reprodução/Freepik

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, destacou a importância do posicionamento árabe. “Pela primeira vez, os países árabes e os do Oriente Médio condenam o Hamas, condenam o 7 de outubro, pedem o desarmamento do Hamas, pedem sua exclusão da governança palestina e expressam claramente sua intenção de normalizar as relações com Israel no futuro”, afirmou Barrot.

Os Estados Unidos decidiram não participar da conferência, sob a justificativa de que ações em prol da criação de dois Estados, no momento, “é um tapa na cara das vítimas do 7 de outubro e uma recompensa para o terrorismo”. O Departamento de Estado dos EUA reforçou, em comunicado, que seu foco “continua sendo a diplomacia séria: não conferências encenadas, projetadas para fabricar a aparência de relevância”.

Para o cientista político e presidente-executivo da StandWithUs Brasil, André Lajst, o documento é “um reconhecimento público inédito e de grande importância”. “Ressalta que um Estado palestino só poderá coexistir ao lado de Israel quando o Hamas for derrotado”, escreveu Lajst, no X. “Os brasileiros que ainda defendem que o grupo terrorista palestino é um ‘movimento de resistência’ deveriam tomar nota disso.”

Leia também: “Sob a paz de Abraão”, artigo de Miram Sanger publicado na Edição 278 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Eric Kuhne
    Eric Kuhne

    Esse é o caminho: quem grita “Free Palestine” deveria gritar “Free Gaza from Hamas”

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