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Papa Francisco rogou pela paz em último sermão

Pontífice faleceu depois das celebrações de Páscoa no domingo 20, em que fez um breve discurso

Papa Francisco
Papa Francisco, durante bênção de Páscoa - 20/04/2025 | Foto: Reprodução/Vatican News

No domingo 20, um dia antes da morte do papa Francisco, o pontífice participou das celebrações de Páscoa na Praça de São Pedro, em Roma. Ao longo da mensagem, ele rogou pela paz.

Ele também proferiu algumas palavras breves, mas a tradicional mensagem de Páscoa foi recitada por um clérigo assistente na sacada da Basílica de São Pedro.

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Ao falar sobre paz, o papa lembrou que a celebração da Páscoa simboliza a ressurreição de Jesus Cristo e o triunfo do amor sobre o ódio, da luz sobre as trevas e da verdade sobre a falsidade.

“O perdão triunfou sobre a vingança”, afirmou o pontífice. “O mal não desapareceu da história; permanecerá até o fim, mas não tem mais predomínio.”

Na ocasião, Francisco expressou preocupação com os diversos conflitos que assolam o mundo, mencionando a violência diária, inclusive dentro das famílias, muitas vezes dirigida contra mulheres e crianças.

Ele também destacou o desprezo por vezes manifestado contra vulneráveis, marginalizados e migrantes.

Papa Francisco fez apelo por cessar-fogo entre Israel e Hamas

O pontífice fez um apelo para que todos renovem a esperança e a confiança nos outros, incluindo aqueles diferentes de nós ou que vêm de terras distantes, enfatizando que “todos somos filhos de Deus”.

Francisco também dirigiu suas palavras à situação dos cristãos na Palestina e em Israel, expressando solidariedade diante dos desafios enfrentados por essas comunidades.

Ele mencionou o aumento do antissemitismo como uma preocupação global e destacou o sofrimento contínuo do povo de Gaza, onde o conflito causa morte, destruição e uma crise humanitária alarmante.

“Apelo às partes em conflito: declarem um cessar-fogo, libertem os reféns e venham em auxílio de um povo faminto que aspira a um futuro de paz”, pediu Francisco.

Citação a outros conflitos

papa francisco
O papa Francisco; discurso anti-guerra em última aparição pública | Foto: Reprodução/Vaticano

O papa pediu orações pelas comunidades cristãs no Líbano e na Síria, que enfrentam transições históricas e aspiram à estabilidade. Ele exortou a Igreja a manter essas comunidades em seus pensamentos e orações.

A crise humanitária no Iêmen, uma das mais graves e prolongadas do mundo, também foi mencionada, com incentivo de Francisco para soluções pacíficas através do diálogo construtivo.

O papa Francisco abordou a situação na Ucrânia, devastada pela guerra, expressando o desejo de que “Cristo ressuscitado conceda à Ucrânia o dom pascal da paz” e encorajando esforços para alcançar uma paz justa e duradoura. Ele lembrou dos conflitos no sul do Cáucaso, esperando que um acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão traga reconciliação à região.

Na África, o pontífice mencionou a situação na República Democrática do Congo, no Sudão e no Sudão do Sul. Ele pediu que a luz da Páscoa inspire esforços para ajudar aqueles que sofrem com as tensões nessas regiões, incluindo o Sahel, o Chifre da África e a região dos Grandes Lagos. Francisco destacou a situação dos cristãos que, em muitos lugares, não podem professar livremente sua fé.

Ele ressaltou que “não pode haver paz sem liberdade religiosa, liberdade de pensamento, liberdade de expressão e respeito pela opinião dos outros”. O papa também disse que a paz também “depende de um verdadeiro desarmamento”. Francisco destacou a importância de ajudar Mianmar, devastada por anos de conflito armado e por um recente terremoto em Sagaing.

Finalmente, Francisco apelou aos líderes mundiais para que não cedam à lógica do medo e do isolamento, mas usem os recursos disponíveis para ajudar os necessitados, combater a fome e promover o desenvolvimento.

“Estas são as ‘armas’ da paz: armas que constroem o futuro, em vez de semear a morte”, afirmou ele.

O papa sugeriu ainda que a Páscoa fosse uma ocasião para libertar prisioneiros de guerra e presos políticos, destacando o princípio da humanidade como essencial em nossas ações diárias.

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