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Papa Leão XIV diz que negar ajuda aos pobres é ‘rejeitar a Deus’

Em sua primeira Missa do Galo, pontífice afirma que a exclusão dos vulneráveis contradiz o evangelho e denuncia os efeitos da ‘ganância do mundo moderno’

Papa Leão XIV na sacada central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante a oração do Regina Caeli (11/05/2025) | Foto: Reuters/Marko Djurica

O papa Leão XIV usou sua primeira Missa do Galo, celebrada na noite desta quarta-feira, 24, na Basílica de São Pedro, para fazer um apelo direto contra a indiferença social e a exclusão dos mais pobres. Em sua homilia, o pontífice afirmou que negar ajuda a pessoas em situação de vulnerabilidade equivale a rejeitar o próprio Deus.

“Enquanto uma economia distorcida leva a tratar os homens como mercadoria, Deus torna-se semelhante a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa”, declarou. 

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Para o papa, o nascimento de Jesus em um estábulo simboliza justamente a necessidade de acolhimento: “Onde há lugar para a pessoa humana, há lugar para Deus”. “Até um estábulo pode se tornar mais sagrado que um templo.”

A celebração marcou a estreia de Leão XIV na tradicional Missa do Galo, depois de sua eleição em 8 de maio, sucedendo o papa Francisco, morto em 21 de abril, aos 88 anos. Cerca de 6 mil fiéis acompanharam a cerimônia no interior da basílica, enquanto milhares se reuniram na Praça de São Pedro, enfrentando chuva para assistir à celebração transmitida por telões.

Antes da missa, o papa saiu para cumprimentar os fiéis e agradeceu pela presença: “Eu admiro, respeito e agradeço pela coragem de vocês por estarem aqui esta noite, mesmo com este tempo”.

Papa celebra a missa de Natal

O papa Leão XIV durante a tradicional bênção “Urbi et Orbi” | Foto: Divulgação/Vaticano
O papa Leão XIV durante a tradicional bênção “Urbi et Orbi” | Foto: Divulgação/Vaticano

Nesta quinta-feira, 25, o papa Leão XIV celebrou a missa de Natal, na qual faz a tradicional bênção “Urbi et Orbi”, dirigida à cidade de Roma e ao mundo. Na Praça São Pedro, o pontífice afirmou que  o nascimento de Jesus representa luz e esperança para um mundo marcado por conflitos, desigualdades e exclusões.

O pontífice afirmou que a celebração do Natal não pode ser reduzida a um rito simbólico, mas deve provocar transformação concreta na forma como a humanidade se relaciona com o próximo: “Alegremo-nos todos no Senhor, porque nosso Salvador nasceu no mundo. Hoje, do céu, a paz desceu sobre nós”.

Ao recordar o nascimento de Jesus em um estábulo, Leão XIV destacou que o Filho de Deus veio ao mundo em meio à pobreza e à rejeição. “Maria o envolveu em panos e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para Ele”, disse. 

Leão XIV cumprimentando os fiéis presentes na Praça de São Pedro | Foto: Divulgação/Vaticano
Leão XIV cumprimentando os fiéis presentes na Praça de São Pedro | Foto: Divulgação/Vaticano

Para o pontífice, esse gesto revela que “o Criador de tudo se fez pequeno, mostrando que a verdadeira grandeza está no amor e na solidariedade” e que a paz cristã não se limita à ausência de guerras, mas exige responsabilidade e conversão pessoal.

“Jesus é a nossa paz porque nos liberta do pecado e nos ensina a viver de modo novo. A paz nasce de corações que sabem perdoar”, declarou. Segundo ele, a reconciliação começa no reconhecimento das próprias falhas e no compromisso com o outro: “Deus, que nos criou sem nós, não pode nos salvar sem nós”.

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Leão XIV também fez um apelo direto à comunidade internacional, citando regiões marcadas por conflitos e crises humanitárias, como o Oriente Médio, a Ucrânia, a América Latina, o Haiti, o Sudão e Mianmar. Ele pediu que líderes políticos escolham o diálogo e a justiça como caminhos para a paz duradoura.

O pontífice ainda destacou que “o nascimento do Senhor é o nascimento da paz”:. “Cristo vem para ficar, para curar feridas e dar descanso ao coração humano”. “Viver o Natal é assumir um compromisso concreto com a paz, a justiça e a fraternidade.”

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Mas a esquerda Latina e do terceiro mundo sobrevivem graças a pobreza e miséria de milhões de pessoas. Como fazer então?

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