Para reduzir emissões, França proíbe voos domésticos de curta distância

Proposta foi aprovada pela Comissão Europeia e deverá vigorar por três anos
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Aeroporto Paris-Orly, onde três rotas serão suprimidas | Foto: Reprodução/Flickr
Aeroporto Paris-Orly, onde três rotas serão suprimidas | Foto: Reprodução/Flickr

A Comissão Europeia aprovou uma medida da França com vistas a reduzir a emissão de gases que supostamente causariam o aquecimento global: proibir os voos domésticos de curta distância em rotas nas quais existe serviço ferroviário e cuja viagem demora menos de duas horas e meia.

Com a mudança, aprovada na sexta-feira 2, os voos entre o Aeroporto de Paris Orly e as cidades de Nantes, Bordeaux e Lyon deixarão de existir. Essas três rotas ficam aquém das oito propostas pelos legisladores franceses. A Comissão não aprovou as outras cinco, por entender que a supressão dos voos só poderia ser aceita se houvesse várias conexões de trem por dia.

A Comissão, autoridades francesas e ONGs ambientalistas esperam que, com melhorias no serviço ferroviário, outras três rotas aéreas possam ser eliminadas entre o Aeroporto Paris Charles de Gaulle e Lyon e Rennes, e entre Lyon e Marselha.

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A proibição de voos curtos, que faz parte de uma lei francesa sobre o clima, foi anunciada pela primeira vez em dezembro de 2021, quando foi amplamente criticada pela União dos Aeroportos Franceses e pela filial europeia do Conselho Internacional de Aeroportos. Agora, com a aprovação da Comissão Europeia, essas entidades ainda não se manifestaram.

“Esse é um grande passo na política de redução das emissões de gases de efeito estufa”, disse o ministro dos Transportes, Clément Beaune, em um comunicado à imprensa. “Tenho orgulho de a França ser pioneira nessa área.”

A gerente de campanha de transporte do Greenpeace na França, Sarah Fayolle, considerou a medida acertada, mas “pouco ambiciosa”, em entrevista à Euronews.

Um artigo do Regulamento Europeu de Serviços Aéreos afirma que um Estado membro da UE pode, “quando houver sérios problemas ambientais limitar ou recusar o exercício de direitos de tráfego, em particular quando outros meios de transporte fornecerem um serviço satisfatório”.

A proibição valerá por três anos, quando será reavaliada.

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7 comentários Ver comentários

  1. A idiotice tem nome e sobrenome…. Inacreditável!!! Imaginem aqui no Brasil o que farão nestes quatro anos. Infernizarão a vida do brasileiro. Começando com a comida, os preços tem tido uma leve reduzida, mas, aguardem ano que vem.

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