O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, de 42 anos, foi reeleito secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, agremiação política dominante na ditadura comunista asiática. Ele está no cargo de líder máximo do partido desde 2011 — há 15 anos, portanto, e seguirá por mais cinco. Com isso, continua no governo do país asiático.
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A eleição interna ocorreu neste domingo, 22, depois de quatro dias de congresso do partido, realizado a cada cinco anos. Durante o evento, também foram eleitos membros do Comitê Central e algumas regras do partido foram modificadas, informou a agência estatal KCNA.
Segundo a agência, Kim foi reeleito graças à “vontade inabalável e ao desejo unânime” dos milhares de delegados do Partido dos Trabalhadores.
Alinhados ao regime, os delegados comunistas destacaram “as conquistas” do ditador e citaram o desenvolvimento de “mísseis capazes de atingir aliados dos Estados Unidos na Ásia e até o próprio território americano”, sinalizando que o foco estratégico será mantido nos próximos cinco anos.
O evento ocorre em um contexto de fortalecimento de laços entre Coreia do Norte e Rússia, sobretudo na cooperação que envolve a Guerra na Ucrânia, e crescente aproximação com a China. Kim esteve em Pequim em setembro passado para um encontro com o ditador chinês, Xi Jinping.

Especialistas avaliam como provável o anúncio de novas metas militares pelo ditador, incluindo o reforço das forças convencionais e sua integração com capacidades nucleares, além da reafirmação da campanha por “autossuficiência” econômica, impulsionada pela retomada do comércio com a China e exportações de armas para a Rússia depois da pandemia.
Postura militar e mudanças internas
O Partido dos Trabalhadores declarou que Kim desenvolveu forças nucleares capazes de enfrentar “qualquer ameaça de agressão” e “qualquer forma de guerra”, atribuindo a ele o mérito de assegurar o futuro do país e de “elevar o orgulho e a autoestima” nacionais, informou a KCNA.
A agência estatal Xinhua da ditadura chinesa noticiou que Xi Jinping enviou felicitações a Kim pela recondução ao cargo.
A ditadura norte-coreana rejeitou ofertas de diálogo de Washington desde o início do segundo mandato de Trump, exigindo que os norte-americanos desistam da desnuclearização como condição prévia. Em 2024, Kim aboliu o objetivo de reunificação pacífica e declarou a Coreia do Sul como inimiga permanente.
Yoon Min Ho, porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, classificou a reeleição como previsível para consolidar o poder de Kim e disse que Seul observará atentamente as futuras decisões do congresso.






































Quem votar contra, morre.
será que alguém se atreve ?
Depois dizem que ele não é popular, reeleito com ampla margem e “vontade inabalável do trabalhador”. Por isso a Coréia do Norte é A República Poplar e Democrática da Coréia. Nome bonito demais! Democracia pujante! O STF brasileiro segue no mesmo caminho, projetando o Brasil como potência.