O presidente da Colômbia, o socialista Gustavo Petro, divulgou dois pronunciamentos oficiais na madrugada deste sábado, 3, diante dos relatos de múltiplas explosões e atividade aérea incomum em Caracas e outras regiões da Venezuela. O governo venezuelano classifica o episódio como uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos.
Em um comunicado publicado no X, Petro manifestou a “profunda preocupação” de seu governo com os acontecimentos e a consequente escalada de tensão na região. O texto afirma o compromisso da Colômbia com os princípios da Carta das Nações Unidas, especialmente o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, a proibição do uso ou ameaça de uso da força e a solução pacífica de controvérsias.
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“O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”, diz o comunicado. Petro afirma também que a Colômbia adota uma postura de “preservação da paz regional”, faz um “chamado urgente” à desescalada e chama todas as partes a priorizarem o “diálogo e os canais diplomáticos”.
Como medidas preventivas, o governo da Colômbia determinou ações para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira com a Venezuela, de mais de 2,2 mil km, e atender eventuais necessidades humanitárias ou migratórias que possam surgir. Essas ações estão sendo coordenadas com autoridades locais e organismos competentes, de acordo com Petro.
O presidente colombiano também instruiu a chancelaria a manter abertos os canais diplomáticos e a promover, em espaços multilaterais e regionais, iniciativas para a verificação objetiva dos fatos e a preservação da paz regional. “Que [Simón] Bolívar proteja o povo venezuelano e o povo latinoamericano”, finaliza Petro.
Em uma segunda publicação no X, mais direta, o presidente aproveitou a recente entrada da Colômbia como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, efetiva desde a última quinta-feira, 1º, para exigir sua convocação imediata. O objetivo, segundo ele, é “estabelecer a legalidade internacional da agressão sobre a Venezuela.”
Petro informou que o Posto de Comando Unificado foi ativado em Cúcuta — principal cidade fronteiriça da Colômbia — juntamente com o plano operacional na fronteira, em preparação para qualquer cenário humanitário ou de segurança.
Venezuela registrou ao menos sete explosões na madrugada
Os incidentes na Venezuela começaram por volta das 2h, no horário local, com relatos confirmados por meios internacionais de pelo menos sete explosões, sobrevoos de aeronaves em baixa altitude e cortes de energia em setores de Caracas, especialmente em áreas próximas a instalações militares como Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota.
O regime de Nicolás Maduro denunciou os fatos como uma agressão direta dos Estados Unidos. Já o presidente norte-americano Donald Trump anunciou em redes sociais a captura de Maduro e de sua mulher depois de um “ataque em grande escala” contra alvos militares.





































Petro, o próximo será vc, Lula ou o da Nicarágua? Tic, TAC, tic TAC…