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Portugal proíbe do uso de burca e véus que cubram o rosto

A restrição é válida para locais públicos, e a punição para quem descumprir as regras pode chegar a € 4 mil

Portugal proíbe do uso de burca e véus que cubram o rosto em locais públicos
Mulheres muçulmanas vestindo burca | Foto: Reprodução/X

O Parlamento de Portugal aprovou, nesta sexta-feira, 17, uma legislação que determina a proibição do uso de roupas que cubram o rosto em locais públicos, incluindo a burca e outros véus, com exceções previstas para situações de saúde, segurança, profissão, clima ou eventos artísticos.

A proposta foi apresentada pelo partido Chega e contou com apoio do Partido Social Democrata, Iniciativa Liberal e Centro Democrático e Social — Partido Popular. Partidos de esquerda, como o Partido Socialista, Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Livre, votaram contra a medida.

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Segundo o texto aprovado, a punição para quem descumprir as regras varia de € 200 a € 2 mil em casos de negligência e pode chegar a € 4 mil (aproximadamente R$ 25 mil) quando houver intenção comprovada. A lei também prevê punição para quem obrigar outra pessoa a ocultar o rosto por meio de ameaça ou abuso de poder, enquadrando esse ato como crime de coação.

Embora o texto não mencione explicitamente o termo “burca”, o objetivo declarado é impedir o uso de “vestimentas que obstaculizem a exibição do rosto”. Enquanto a burca cobre o corpo inteiro, incluindo os olhos, o niqab deixa os olhos à mostra. O documento afirma que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade”.

Logo depois da votação, o deputado André Ventura (Chega) celebrou nas redes sociais. “Hoje é um dia histórico para a nossa democracia e para a salvaguarda dos nossos valores, da nossa identidade e dos direitos das mulheres”, escreveu no X.

Durante os debates, Ventura afirmou que “quem chega a Portugal, vindo de onde vier, com os costumes que tiver ou com a religião que tiver, tem que acima de tudo cumprir, respeitar e fazer respeitar os costumes e os valores deste país”. O texto apresentado pelo Chega ressalta que “esconder o rosto é violar os requisitos mínimos da vida em sociedade” e cita exemplos.

Mulher muçulmana veste burca | Foto: Joao Paulo Racy/Shutterstock

O texto entrará em vigor 30 dias depois de ser publicado no Diário Oficial. Ventura ainda declarou que “Portugal deve ser um país de rosto descoberto, onde a liberdade e a dignidade das mulheres sejam respeitadas”.

Itália discute proibição da burca

A lei aprovada em Portugal ecoa leis similares vigentes na França, na Bélgica e na Dinamarca. Há mais de 20 países com proibições semelhantes desde a promulgação pelo governo francês, em 2011. A próxima nação a restringir o uso de véus faciais pode ser a Itália.

O Irmãos da Itália, partido da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, propôs na quinta-feira 9 um projeto de lei que visa a proibir o uso de burca e niqab em locais públicos no país. A medida prevê multas de € 304 a € 3 mil para quem descumprir a regra.

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7 comentários
  1. João Carlos SARAIVA-PINHEIRO
    João Carlos SARAIVA-PINHEIRO

    Imaginem as universitárias brasileiras visitando uma mesquita!

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Quer usar burca , volte pros países muçulmanos

    1. João Carlos SARAIVA-PINHEIRO
      João Carlos SARAIVA-PINHEIRO

      Exatamente ou nem saia de casa, permaneça aprisionada pelo patriarcado.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Simples e objetivo, alguém sensato, quer usar burca, use na sua cultura raíz, no país em que nasceu. Ninguém é obrigado a compartilhar algo que não lhe pertence.🤗

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Nada mais justo. Quem vai viver em outro país tem que agir como os locais. Não é correto tentar impor sua cultura ao povo que recebe o imigrante. Quem quiser viver da forma em que se vive em seu país deve permanecer nele.

  5. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Como importar mao de obra barata e “salvar” as mulheres da opressao patriarcal, ja que o povo nao quer se reproduzir pra criar novos escravos pra elite publica viver bem entao da-se um jeitinho.

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