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Preço do arroz pode subir até 15% no mundo por decisão da Índia, avalia FMI

Outros alimentos também devem sofrer consequências no mercado global

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Venda liberada: típico da Índia, arroz basmati tem grãos maiores e mais longos | Foto: Pictavio/Pixabay

A Índia proibiu a exportação de arroz branco, com exceção do basmati (tipo tradicional da culinária indiana). Tal decisão pode acarretar numa alta global de preços desse cereal, de até 15%.

A estimativa é do economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas. Tamanho impacto se deve ao fato de que a Índia é o maior exportador de arroz do mundo, respondendo por 40% do comércio desse cereal.

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Arroz, açúcar e trigo na mira do governo

Com a medida, o governo indiano tenta segurar o aumento do preço do arroz dentro do país. A inflação de alimentos no geral mais que dobrou de um mês para cá. Os preços que mais tiveram aumento foram os dos vegetais: 214%.

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Campo de cultivo de arroz | Foto: Abdul Kayum/Pixabay

Além desses alimentos, outras commodities também sofreram especial impacto da inflação. Ela é resultado de uma série de problemas climáticos que a Índia vem enfrentando nos últimos meses, como a falta de chuva.

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De acordo com fontes do governo indiano, o país pretende proibir as usinas de açúcar de exportar, a partir de outubro. A Índia é a terceira maior exportadora de açúcar do mundo, perdendo apenas para o Brasil e a Tailândia.

Quanto ao trigo, a interferência estatal não se dará pela oferta, mas pela demanda: a informação é de que o governo considera importar nove milhões de toneladas de trigo da Rússia, de modo a aumentar os estoques internos, frente ao aumento dos preços praticados pelos produtores nacionais.

Inflação ‘tipo exportação’

Essas políticas protecionistas da Índia, para controlar a alta interna dos preços, podem acabar “exportando” a inflação para o mercado global, segundo Alef Dias, analista de grãos e macroeconomia da hEDGEpoint Global Markets.

“Caso isso ocorra, os bancos centrais mundo afora podem ter de manter suas taxas de juros altas por mais tempo do que se espera atualmente, impactando a atividade econômica global”, alerta Dias. Com as maiores taxas do mundo, o Brasil discute regras para limitação dos juros.

2 comentários
  1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Eu recordo quando jovem vivendo no interior de SP, a maioria das fazendas plantavam o café e no corredor entre uma fileira e outra do grão, mais ou menos 5 metros, plantava-se o arroz e o feijão. Múltipla cultura. Afora os hectares ou alqueires utilizados para plantio apenas do arroz e feijão. Arroz e feijão era como foi o bacalhau em um pais europeu anos atrás…abundante,.. que quem comia bacalhau era visto como pobre. Laranjais eram abundantes em toda a via W Luis de Limeira até após S J R Preto. Depois veio a febre do açúcar. Acabou a múltipla cultura, fazendeiros e sitiantes entregaram as terras para as usinas para viver do provento do arrendamento no que não resultou e resulta nos dias de hoje um benefício grande para o brasileiro, exceto uma coisa:: hoje o Brasil importa arroz e feijão para suprir a total demanda e quem consegue ter arroz e feijão todo dia no prato pode se considerar rico, porque o futuro é incerto.

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Ué, só os produtores de petróleo podem diminuir a oferta e com isso aumentarem os preços?

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