A política venezuelana já produzia detenções com motivação ideológica muito antes de o ditador Nicolás Maduro assumir o comando do país, em 2013. A mudança de presidente, depois da morte do antecessor, o também ditador Hugo Chávez, não inaugurou esse mecanismo, conforme relata o El Tiempo.
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A vitória de Maduro nas eleições de 2024, como na anterior, foi considerada fraudulenta por entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA).
A troca de presidente, portanto, não inaugurou esse mecanismo. Apenas aprofundou uma engrenagem que vinha sendo montada desde o ciclo chavista. Sob Hugo Chávez, entre 1999 e 2013, formou-se uma estrutura de repressão capaz de manter opositores atrás das grades por longos períodos. Parte desses casos atravessou duas décadas sem solução.
Maduro se tornou seu fiel herdeiro e, mais do que isso, seguidor. Registros do período chavista indicam que cerca de 220 adversários políticos foram mantidos presos ao longo de seu governo.
A troca de comando presidencial manteve o clima tenso. Mais do que alívio, ferramentas como desaparecimento forçado e interrupção absoluta de comunicação prevaleceram. Mórbidas, se tornaram rotinas permanentes dentro do sistema. O desgaste físico e psicológico dos presos e seus familiares só aumentou.
Um dos exemplos dessa herança é o processo que envolveu os Guevara e um parente próximo, presos desde meados dos anos 2000. Em novembro de 2004, os três irmãos (Otoniel, Rolando e Juan) e o parente foram detidos por funcionários da Direção dos Serviços de Inteligência e Prevenção (DISIP). Não havia ordens judiciais e nem indicação das razões da detenção.
Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), depois de presas, as vítimas desapareceram do radar público e foram conduzidas a um local mantido em sigilo, onde passaram dias sofrendo tortura durante interrogatórios sobre o assassinato do procurador Danilo Baltazar Anderson.
O carro de Anderson explodiu em Caracas. Na época do crime, ele atuava na análise de fatos ligados ao levante de abril de 2002, contra Chávez na Venezuela.
Mais tarde, o grupo foi libertado, apenas para ser capturado novamente. Essa manobra tinha a finalidade de criar uma fachada de legalidade para todo o procedimento, relata a entidade.
Os parentes dos detidos procuraram o Estado para relatar o sumiço dos jovens e as sessões de tortura às quais foram submetidos. Mesmo assim, em 19 de julho de 2006, a Promotoria 126º de Caracas decidiu encerrar o processo que investigava essas denúncias.
Para a CIDH, o Estado venezuelano violou o direito à liberdade pessoal. A Comissão apontou que a detenção ocorreu sem ordem judicial e que as vítimas foram mantidas em local ignorado pelas famílias. Também destacou que o Estado descumpriu a obrigação de informar imediatamente os motivos da prisão e de apresentar os detidos a uma autoridade judicial competente.
Depois de serem retirados de El Helicoide sem aviso prévio, não houve mais qualquer vestígio que indicasse onde foram colocados. El Helicoide virou o centro de detenção mais temido do regime chavista-madurista.
A ausência de informações desmontou até a rotina mínima que a família ainda conseguia manter. A mulher de um dos detidos descreve o tamanho da ruptura: “em quase já 21 anos, se bem é certo tem variado o regime de visita podíamos mínimo assistir um ou dois dias à semana, visitá-lo e levar-lhe os medicamentos necessários.”
Em outra fala, ela associa passado e presente: “Na Venezuela sempre têm existido presos políticos, só que o governo de Maduro tem recrudescido a situação não só em número, senão também em violações aos direitos humanos, especialmente desde 2014.”
O desfecho judicial do caso ganhou forma principalmente a partir do relato de um informante usado como peça-chave, embora sua credibilidade tenha sido contestada posteriormente por diversas organizações.
Os envolvidos tinham trajetórias distintas dentro do aparato de segurança estatal: um deles trabalhou em inteligência pública, outro integrou a polícia científica e comandou uma divisão de combate ao tráfico interno de drogas, e o terceiro atuava em investigações criminais.
A lógica de isolamento também atinge famílias que enfrentam processos prolongados, como a de Raúl Isaías Baduel, general que morreu sob custódia estatal. A filha dele descreve a situação vivida pelo irmão, outro que cumpre pena em El Rodeo I. Ela resume assim o tratamento recebido pelos detidos:
“Na atualidade o isolamento e falta de comunicação são um padrão de tortura que estão empregando nos presos políticos.” Sobre a própria vivência, acrescenta: “em meu caso tenho tido que viver este ano dois períodos de isolamento prolongados de meu irmão.”
Prisões no regime de Hugo Chávez
Levantamentos de organizações independentes mostram que, até o fim de outubro, 875 pessoas estavam presas por razões políticas no país. Esse total subiu drasticamente depois das eleições de 2024, quando milhares de venezuelanos, entre eleitores, fiscais de mesa, testemunhas e até jovens sem ligação com protestos, foram detidos durante ações de repressão.
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Outra parte do legado repressivo vem do processo que envolveu antigos integrantes da extinta Polícia Metropolitana, dissolvida ainda durante a gestão Chávez.
Esses policiais permanecem encarcerados desde os episódios de 2002. Foram enviados para o presídio de Fénix, no Estado de Lara, o que impôs longas viagens e altos custos às famílias que tentam visitá-los.
A ex-mulher de um deles descreve o peso desta situação: “Existem presos políticos desde há 23 anos, e são os policiais metropolitanos quem encabeçam essa lista… e se gastam aproximadamente 100 dólares em passagens, adicional à comida que se lhes pode levar.”






































Brasil vai indo pelo mesmo caminho, infelizmente
Não podemos esquecer os nossos, e vamos colocar bolsonaro26 no poder.
Ditadura chavista na Venezuela e estamos indo para uma ditadura lulista, assim wue devemos anunciar ao mundo.
Tudo de acordo com foto de s ao Paulo encabeçada por Fidel de olho nos dólares dia outros países. muita coincidência , a Venezuela, nação mais rica da América latina ter sido a primeira. E foram em frente pq no percurso houve Bolsonaro.